Resumo da Notícia
A Petrobras reduzirá em 9,59% o preço do diesel A vendido às distribuidoras a partir desta segunda-feira, 1º de junho. Com a mudança, o litro do combustível passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 nas refinarias da estatal. A redução foi anunciada em comunicado divulgado no domingo (31) e, segundo a companhia, está relacionada à subvenção ao diesel definida pelo governo federal.
A medida ocorre após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prorrogar ações para tentar conter a alta dos combustíveis, em meio aos efeitos da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Entre as medidas anunciadas no sábado, está uma subvenção de R$ 1,12 para o diesel rodoviário, que substitui duas outras subvenções previstas para vencer neste domingo.
No comunicado, a Petrobras informou que ainda avalia os termos da nova subvenção. “Qualquer decisão da companhia sobre esse tema será tempestivamente divulgada ao mercado nacional”, afirmou a estatal na nota sobre o desconto nos preços de diesel.
Qual será o novo preço do diesel da Petrobras?
Com a redução anunciada, o preço médio do diesel A vendido pela Petrobras às distribuidoras cairá para R$ 3,30 por litro. O valor anterior era de R$ 3,65 por litro, o que representa uma queda de 9,59%.
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Segundo a empresa, o novo preço é 37,4% menor do que o valor praticado em 31 de dezembro de 2022, já considerando a inflação do período.
A redução vale para o combustível vendido pela Petrobras às distribuidoras. O impacto final para o consumidor depende de outros fatores da cadeia, como distribuição, revenda, tributos e margens praticadas até a chegada aos postos.
Por que a Petrobras reduziu o diesel agora?
A Petrobras atribuiu a queda à subvenção ao diesel anunciada pelo governo federal. A nova medida prevê R$ 1,12 de subvenção para o diesel rodoviário e entra no lugar de duas subvenções que venceriam neste domingo.
O movimento faz parte de um conjunto de ações adotadas pelo governo para tentar reduzir a pressão sobre os combustíveis. O cenário internacional também pesa sobre os preços, já que a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã provocou forte instabilidade no mercado de petróleo.
Pouco após o início do conflito, deflagrado em 28 de fevereiro, a Petrobras havia aumentado o preço do diesel A em suas refinarias. Em meados de março, o combustível subiu 11,6%, ou R$ 0,38 por litro, chegando à média de R$ 3,65 por litro. Naquele momento, a alta buscava reduzir a defasagem em relação ao mercado internacional, após a disparada do petróleo.
Guerra e Estreito de Ormuz pressionaram o petróleo
A guerra também afetou uma das rotas mais sensíveis do mercado global de energia. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do fluxo global de petróleo antes do conflito, ajudou a elevar os preços internacionais da commodity.
Esse tipo de pressão externa costuma influenciar os preços dos combustíveis no Brasil, especialmente quando há aumento do petróleo no mercado internacional e impacto sobre a paridade de preços praticada pelas empresas do setor.
No caso do diesel, a nova redução anunciada pela Petrobras ocorre justamente após a adoção da subvenção federal, que busca aliviar parte dessa pressão sobre o combustível rodoviário.
Além do diesel, a gasolina também passou por alteração nos últimos dias. Na quinta-feira, 28 de maio, a Petrobras elevou o preço da gasolina A vendida às distribuidoras em R$ 0,48 por litro.
No entanto, a alta foi parcialmente compensada por um desconto de R$ 0,44 por litro, aplicado por causa da subvenção econômica instituída pelo governo federal. Com isso, o preço médio da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passou de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, uma alta final de R$ 0,04 por litro.
O que muda para o consumidor?
A redução anunciada pela Petrobras atinge o preço do diesel A nas refinarias, antes da etapa de distribuição e revenda. Por isso, o repasse ao consumidor final não é automático nem necessariamente integral.
O preço nas bombas depende de fatores como custos logísticos, mistura obrigatória, impostos, margens das distribuidoras e dos postos. Ainda assim, a queda de 9,59% no preço cobrado pela Petrobras às distribuidoras tende a criar espaço para redução ao longo da cadeia, caso o desconto seja repassado.
Para motoristas, transportadores e setores dependentes do diesel rodoviário, a mudança é relevante porque o combustível tem peso direto no frete, no transporte de mercadorias e em atividades econômicas sensíveis ao custo de deslocamento.
