Resumo da Notícia
Os novos pagamentos do Bolsa Família serão feitos entre os dias 16 e 30 de abril, seguindo o número final do NIS (Número de Identificação Social). O calendário começa com quem tem NIS final 1, no dia 16, e termina com os beneficiários de NIS final 0, no dia 30.
Além do valor mínimo de R$ 600 por família, o programa pode incluir adicionais conforme a composição familiar, como repasses extras para crianças pequenas, gestantes, nutrizes e filhos de 7 a 18 anos.
O cronograma de abril será o seguinte:
| Data | Final do NIS |
|---|---|
| 16 de abril | 1 |
| 17 de abril | 2 |
| 20 de abril | 3 |
| 22 de abril | 4 |
| 23 de abril | 5 |
| 24 de abril | 6 |
| 27 de abril | 7 |
| 28 de abril | 8 |
| 29 de abril | 9 |
| 30 de abril | 0 |
A lógica segue o modelo tradicional do programa: os depósitos são liberados de forma escalonada, conforme o dígito final do NIS do responsável familiar.
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Quanto cada família pode receber no Bolsa Família
O programa garante o valor mínimo de R$ 600 por família, mas esse total pode aumentar conforme o perfil dos integrantes da casa.
Entre os adicionais previstos, está o Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até 6 meses de idade, com o objetivo de ajudar na alimentação da criança.
Também há acréscimo de R$ 50 para famílias com gestantes e com filhos de 7 a 18 anos. Já as famílias com crianças de até 6 anos recebem um valor adicional de R$ 150.
Na prática, isso significa que o valor final do benefício pode variar de acordo com a composição familiar, e não apenas com a entrada no programa.
Quem pode receber o Bolsa Família
A regra principal para ingresso no Bolsa Família é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para verificar se a família se enquadra, é preciso somar toda a renda da casa e dividir pelo número de moradores.
O exemplo informado é direto: se uma única pessoa da família recebe um salário mínimo de R$ 1.621 e a casa tem oito pessoas, a renda por integrante fica em R$ 202,62. Como esse valor está abaixo do limite de R$ 218, a família pode entrar no programa.
Além do critério de renda, os beneficiários precisam cumprir exigências ligadas à área social e de saúde. Entre elas, estão:
- manter crianças e adolescentes na escola
- fazer o acompanhamento pré-natal, no caso de gestantes
- manter as carteiras de vacinação atualizadas
O ministério também reforça a necessidade de manter os dados do Cadastro Único (CadÚnico) em dia. As informações devem ser revisadas sempre que houver mudança na composição familiar, no endereço, na renda ou na situação escolar de crianças e adolescentes. Mesmo sem alteração, a atualização deve ocorrer, no máximo, a cada 24 meses, para evitar interrupção do pagamento.
Onde fazer o cadastro para tentar entrar no programa
Para se tornar beneficiário, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico), que reúne informações de famílias de baixa renda para programas sociais do governo federal.
A inscrição é feita nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) das prefeituras. Estar no CadÚnico, porém, não garante entrada automática no Bolsa Família. O cadastro é o passo necessário para que a situação da família seja analisada.
Esse ponto é central: o CadÚnico é pré-requisito, mas a concessão do benefício depende da avaliação do enquadramento nas regras do programa.
Como sacar e movimentar o Bolsa Família
Os beneficiários podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa Tem, sem necessidade de ir até uma agência da Caixa Econômica Federal para sacar o dinheiro.
Também é possível usar o cartão virtual do Caixa Tem para fazer compras em estabelecimentos comerciais por meio da função de débito. Além disso, o saque pode ser realizado em terminais de autoatendimento, casas lotéricas, correspondentes bancários e também nos caixas das agências.
Para dúvidas, o beneficiário pode procurar o Disque Social 121 ou o canal de atendimento da Caixa pelo número 111. Há ainda os aplicativos do Bolsa Família e da Caixa, disponíveis para download gratuito.
