Norte e Nordeste concentram maiores proporções de beneficiários de programas sociais

O valor médio dos rendimentos de programas sociais foi de R$ 870 em 2025, praticamente estável em relação aos R$ 875 registrados em 2024, com maior média no Sul e menor média no Nordeste.
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Bolsa Família / MDS

Resumo da Notícia

  • Em 2025, 19,4 milhões de brasileiros (9,1% da população) receberam rendimentos de programas sociais, segundo a Pnad Contínua do IBGE.
  • O número de beneficiários em 2025 foi ligeiramente inferior a 2024 (9,2%), mas superior ao período pré-pandemia (6,3% em 2019).
  • O Auxílio Emergencial em 2020 elevou a proporção de beneficiários para 13% da população.
  • No recorte por domicílios, 22,7% dos lares brasileiros tinham ao menos um beneficiário em 2025.
  • As regiões Norte (13,7%) e Nordeste (15,8%) concentram as maiores proporções de beneficiários, superando a média nacional.
  • O valor médio dos rendimentos de programas sociais foi de R$ 870 em 2025, com a região Sul apresentando o maior valor médio (R$ 984) e o Nordeste o menor (R$ 823).
  • Programas sociais são a segunda principal fonte de rendimento, atrás apenas de aposentadorias e pensões.

Cerca de 19,4 milhões de brasileiros receberam rendimentos de programas sociais do governo em 2025, segundo dados da Pnad Contínua, divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa 9,1% da população, o equivalente a 1 em cada 11 pessoas no país.

Os dados incluem benefícios como Bolsa Família e BPC, além de programas sociais das esferas federal, estadual e municipal. O percentual ficou ligeiramente abaixo do registrado em 2024, quando 9,2% da população recebia esse tipo de rendimento, mas ainda permanece acima do nível anterior à pandemia.

Em 2019, antes da crise sanitária, 6,3% dos brasileiros recebiam rendimentos de programas sociais. Em 2020, no auge do auxílio emergencial, essa proporção chegou a 13%.

Quantos domicílios têm beneficiários de programas sociais?

No recorte por domicílios, o IBGE informou que 22,7% dos lares brasileiros tinham ao menos um beneficiário de programas sociais em 2025. Isso representa cerca de 18 milhões de domicílios.

O percentual também teve leve queda em relação a 2024, quando 23,6% dos domicílios eram abrangidos por algum programa social, o equivalente a 18,2 milhões de lares.

Indicador20242025
Pessoas que recebiam programas sociais9,2% da população9,1% da população
Domicílios com ao menos um beneficiário23,6%22,7%
Total de domicílios beneficiados18,2 milhões18 milhões

Durante coletiva, técnicos do IBGE informaram que uma das razões que pode explicar a pequena queda no número de beneficiários em 2025, na comparação com 2024, foi o comportamento do mercado de trabalho. A taxa de desemprego fechou o ano passado em 5,1%, o menor nível registrado para esse período na série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.

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Norte e Nordeste concentram maiores proporções de beneficiários

A distribuição regional mostra que os programas sociais têm peso maior no Nordeste e no Norte, regiões onde a proporção de beneficiários supera a média nacional de 9,1%.

No Nordeste, 15,8% da população recebia rendimentos de programas sociais em 2025. No Norte, o percentual foi de 13,7%. Já nas demais regiões, os índices ficaram abaixo da média brasileira: 6,9% no Centro-Oeste, 6,0% no Sudeste e 4,5% no Sul.

RegiãoPopulação que recebe rendimentos de programas sociais
Nordeste15,8%
Norte13,7%
Centro-Oeste6,9%
Sudeste6,0%
Sul4,5%
Brasil9,1%

Segundo o IBGE, nas regiões com maior incidência, especialmente Norte e Nordeste, os programas sociais chegam a superar outras fontes de rendimento não oriundas do trabalho. Esse cenário reflete maior vulnerabilidade socioeconômica nessas áreas.

Valor médio dos benefícios ficou em R$ 870

Em 2025, o valor médio dos rendimentos de programas sociais foi de R$ 870. O resultado ficou muito próximo ao observado em 2024, quando a média era de R$ 875.

Apesar de ter a menor proporção de beneficiários, a região Sul registrou o maior valor médio recebido por programas sociais, com R$ 984. O Nordeste, por outro lado, apresentou o menor valor médio, de R$ 823.

RegiãoValor médio dos rendimentos de programas sociais
SulR$ 984
NordesteR$ 823
BrasilR$ 870

O levantamento mostra que os programas sociais aparecem como a segunda principal categoria entre os rendimentos de outras fontes, atrás apenas de aposentadorias e pensões, que alcançam 13,8% da população.

Quantos brasileiros tinham algum tipo de rendimento?

De acordo com o IBGE, o Brasil tinha 212,7 milhões de pessoas residentes em 2025. Desse total, 143 milhões tinham algum tipo de rendimento, o que corresponde a cerca de 67% da população.

Nesse conjunto entram rendimentos do trabalho e de outras fontes, como aposentadorias, pensões e programas sociais. O dado ajuda a dimensionar o peso desses benefícios na composição da renda das famílias, sobretudo em regiões onde a vulnerabilidade econômica é mais intensa.

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