Resumo da Notícia
O Microempreendedor Individual (MEI) pode melhorar a aposentadoria se optar por complementar a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Hoje, o MEI recolhe 5% sobre o salário mínimo, uma das formas mais acessíveis de contribuição previdenciária no país. Esse pagamento já garante acesso a benefícios como aposentadoria por idade, auxílio-doença e salário-maternidade. O ponto é que essa alíquota reduzida tem limitações, principalmente para quem quer se aposentar por tempo de contribuição ou buscar um benefício maior no futuro.
A saída, nesse caso, é fazer uma complementação mensal. O MEI pode recolher mais 15% sobre o salário mínimo, além dos 5% já pagos na guia do DAS, o que amplia a cobertura previdenciária e muda o cálculo da aposentadoria.
Como funciona a contribuição extra do MEI
A complementação é feita por meio da Guia da Previdência Social (GPS), usando o código 1910. Em 2026, com o salário mínimo fixado em R$ 1.621,00, o valor extra corresponde a R$ 243,15. Somado aos R$ 81,05 já recolhidos na contribuição normal do MEI, o total da contribuição previdenciária mensal passa a ser de R$ 324,20.
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Esse pagamento adicional permite que o microempreendedor tenha direito à aposentadoria por tempo de contribuição e também faz com que o valor do benefício seja calculado com base na média das contribuições feitas ao longo dos anos.
Quais são as vantagens de complementar o INSS
A principal vantagem é poder buscar a aposentadoria por tempo de contribuição. Isso significa que o MEI pode se aposentar mais cedo, sem ficar preso apenas à exigência da idade mínima da aposentadoria por idade.
Outra vantagem está no valor do benefício. Como a aposentadoria passa a considerar a média das contribuições, o resultado pode ser maior do que o salário mínimo, a depender do histórico de recolhimentos.
Há ainda um ganho de planejamento. Se o MEI decidir mudar de categoria no futuro, já terá um histórico previdenciário mais forte, que pode ser usado de forma estratégica no planejamento da aposentadoria.
Como fazer a complementação
Para aumentar a contribuição ao INSS, o caminho é direto:
- calcular o valor complementar, que corresponde a 15% sobre o salário mínimo;
- acessar o site da Receita Federal para gerar a GPS no Meu INSS ou com apoio de um contador;
- usar o código 1910;
- pagar a guia em bancos, casas lotéricas ou por internet banking;
- guardar os comprovantes e acompanhar o histórico de contribuições no Meu INSS.
Esse controle é importante para evitar problemas futuros e acompanhar se os recolhimentos estão sendo registrados corretamente.
Vale a pena pagar mais?
A decisão depende do planejamento previdenciário de cada pessoa. Para quem quer se aposentar por tempo de contribuição ou aumentar o valor do benefício, a complementação pode ser uma estratégia interessante.
Por outro lado, se o objetivo for apenas garantir a aposentadoria por idade ou manter a cobertura dos benefícios básicos, a contribuição de 5% sobre o salário mínimo pode ser suficiente.
Se o MEI tiver dúvidas sobre qual caminho faz mais sentido para o seu caso, consultar um especialista pode ajudar a definir a melhor estratégia para o futuro previdenciário. E, para quem conhece outro microempreendedor com essa mesma dúvida, o tema merece ser compartilhado.
