CIN avança no Brasil e exige atenção aos prazos; veja quem precisa emitir a nova identidade

A nova identidade está disponível nas versões física e digital, tem validade em todo o território nacional e também em países do Mercosul, com primeira via gratuita e emissão disponível até 2032.
Mutirão para emitir nova Carteira de Identidade Nacional acontece nesta terça em Natal
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) possui um QR Code que permite verificar se o documento foi roubado ou extraviado - Foto: Aldecy Júnior

Resumo da Notícia

  • A Carteira de Identidade Nacional (CIN) substitui o antigo RG utilizando o CPF como número único de identificação.
  • O documento é gratuito na primeira via e possui validade em todo o território nacional e países do Mercosul.
  • Mais de 52 milhões de emissões já foram realizadas em todo o Brasil desde o lançamento do projeto.
  • Beneficiários sem biometria cadastrada devem emitir a nova identidade até 31 de dezembro de 2027.
  • Quem já possui dados biométricos em bases como CNH ou passaporte tem prazo estendido até 2028 para a regularização.
  • A solicitação é feita via portal Gov.br, com agendamento presencial para coleta de biometria e apresentação de certidões.
  • A versão digital da CIN fica disponível no aplicativo Gov.br após a emissão do documento físico.

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) já pode ser solicitada gratuitamente no Brasil e passa a substituir o antigo Registro Geral (RG). O novo documento usa o CPF como número único de identificação, medida criada para padronizar e modernizar a identificação civil no país, além de ajudar na prevenção de fraudes e facilitar o acesso a benefícios.

A emissão da nova identidade está disponível em todo o Brasil, nas versões física e digital, com validade em todo o território nacional e também em países do Mercosul. Até o momento, mais de 52 milhões de emissões já foram realizadas no país.

A primeira via da CIN é gratuita e pode ser solicitada até 2032. O processo começa pela internet, com seleção do estado e agendamento do atendimento para coleta da biometria. Depois da emissão, a versão digital fica disponível no aplicativo Gov.br.

Quem precisa ficar atento aos prazos da CIN?

Os prazos de emissão exigem atenção especial de beneficiários que ainda não possuem biometria cadastrada. Para esse grupo, a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional deve ser feita até 31 de dezembro de 2027.

Já beneficiários que possuem dados biométricos em bases como CNH, Justiça Eleitoral ou passaporte poderão reutilizar essas informações até o fim de 2027. Nesses casos, o prazo final para emissão da nova carteira é 2028.

Essas regras também se aplicam a beneficiários de programas e auxílios como Bolsa Família, salário-maternidade, auxílio por incapacidade, pensão por morte, seguro-desemprego e abono salarial do PIS/Pasep.

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Como solicitar a nova Carteira de Identidade Nacional?

O primeiro passo é acessar a página oficial da Carteira de Identidade Nacional no Gov.br, selecionar o estado e fazer o agendamento do atendimento para coleta da biometria.

No dia marcado, é necessário apresentar a certidão de nascimento ou de casamento original. A primeira via do documento é gratuita.

Após a emissão, o cidadão também pode acessar a versão digital da CIN pelo aplicativo Gov.br. O novo documento ainda permite que o usuário eleve sua conta no portal Gov.br ao nível ouro, o que amplia o acesso a serviços digitais com maior grau de segurança.

O que muda com a nova identidade?

A principal mudança é a substituição do número do antigo RG pelo CPF como identificador único. Na prática, isso padroniza a identificação do cidadão em todo o país e reduz a possibilidade de uma mesma pessoa possuir registros diferentes em estados distintos.

A CIN também amplia a integração com serviços digitais, já que pode ser usada em versão física e digital. A validade em países do Mercosul reforça o caráter nacional e regional do documento, que passa a funcionar como uma identificação mais moderna e unificada.

A emissão diária em todo o Brasil indica que o processo já está em andamento, mas os prazos variam conforme a situação biométrica de cada beneficiário. Por isso, quem depende de programas sociais, benefícios trabalhistas ou previdenciários deve observar as datas para evitar pendências futuras na identificação.

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