Resumo da Notícia
A decisão que muda o rumo de um dos concursos mais aguardados do estado veio acompanhada de um recado claro: não haverá espaço para dúvida sobre a lisura do processo. O Tribunal de Justiça de Pernambuco anulou oficialmente as provas para o cargo de Técnico Judiciário após a confirmação de fraude. A medida atinge milhares de candidatos e reacende o debate sobre segurança em grandes seleções públicas.
A anulação foi formalizada pelo Ato nº 01/2026, publicado em 13 de fevereiro, no Diário de Justiça. O documento acolhe as conclusões da Operação “Chiado”, conduzida pela Polícia Federal. As investigações apontaram vazamento e atuação de organização criminosa na aplicação das provas, em setembro de 2025.
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As irregularidades ocorreram no dia 21 de setembro, quando foram aplicadas as provas objetiva e discursiva para técnico, cargo de nível médio. Segundo o Tribunal, já foram identificados os envolvidos no esquema. A medida, destacou a presidência da Corte, busca preservar a isonomia e a credibilidade do concurso público.
A anulação vale exclusivamente para Técnico Judiciário, em todas as especialidades e polos de aplicação. Permanecem válidas as provas de Analista Judiciário e Oficial de Justiça, realizadas em 28 de setembro. Nesses casos, não houve indícios de qualquer fraude, e o cronograma segue normalmente.
Organizado pelo Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), o concurso reuniu 125.888 inscritos e oferece cadastro de reserva. Os salários iniciais chegam a R$ 7.634,45 para analista e oficial, e R$ 5.858,86 para técnico, com jornada de 30 horas semanais. O resultado das carreiras não afetadas já foi divulgado em janeiro.
Agora, o IBFC terá de apresentar um plano logístico detalhado para a reaplicação das provas de técnico, sem custos adicionais ao Tribunal. A banca já iniciou a reserva de escolas da rede estadual para sediar o novo exame. A previsão inicial indica o dia 12 de abril como possível data.
Para os candidatos que refarão a prova, o conteúdo permanece o mesmo: questões objetivas de conhecimentos gerais e específicos, além de redação. O cargo exige nível médio — ou formação técnica em informática, no caso de programador. O concurso terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período.

