Resumo da Notícia
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem autorização para contratar 36 mil profissionais temporários nos próximos meses, em seleção que deve contemplar cargos de níveis fundamental, médio e superior. Os editais estão previstos para junho, enquanto o processo de escolha das bancas organizadoras ainda segue em andamento.
A nova seleção deverá abrir oportunidades para recenseador, agente operacional regional, agente censitário regional, agente censitário administrativo, agente censitário de informática, agente censitário de qualidade, agente censitário supervisor e analista censitário. Para quem pretende disputar uma vaga, professores de preparatórios recomendam iniciar a preparação antes da publicação dos editais, usando provas anteriores do IBGE como base.
O professor Thiago Jordace, especialista em concursos, afirma que resolver questões antigas pode ajudar o candidato a entender o estilo de cobrança e fortalecer a preparação.
“A melhor forma de preparação é fazendo questões anteriores, avaliando o motivo das alternativas estarem corretas ou erradas. Ou seja, fazer uma questão comentada para si próprio. Assim, vai estudar muito mais do que simplesmente resolvendo as questões.”
Quantas vagas terá o concurso temporário do IBGE?
A maior parte das vagas será para recenseador, função de nível fundamental. O cargo terá 27.279 oportunidades, o que deve atrair grande número de candidatos por exigir escolaridade mais acessível e, segundo professores, ter menos disciplinas no conteúdo inicial.
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| Cargo | Escolaridade | Vagas |
|---|---|---|
| Recenseador | Nível fundamental | 27.279 |
| Agente operacional regional | Nível médio | 938 |
| Agente censitário supervisor | Não informado no material | 4.143 |
| Agente censitário regional | Não informado no material | 938 |
| Agente censitário administrativo | Não informado no material | 1.084 |
| Agente censitário de informática | Não informado no material | 1.098 |
| Agente censitário de qualidade | Não informado no material | 446 |
| Analista censitário | Nível superior | 1.020 |
Embora a concorrência costume ser alta, Jordace avalia que o grande número de oportunidades ajuda a diluir a quantidade de candidatos por vaga, especialmente em cargos com ampla distribuição.
Como estudar para recenseador do IBGE?
O professor Eduardo Cambuy, coordenador do Gran Concursos, destaca que o cargo de recenseador deve ser o principal foco de atenção entre os editais, tanto pelo número de vagas quanto pelo nível de escolaridade exigido. A banca responsável pelo edital deve ser a Fundação Getúlio Vargas (FGV), única concorrente, que ainda aguarda a validação do julgamento.
“É o posto com a maior quantidade de vagas, mais de 27 mil, e deve chamar mais atenção. Até pelo nível exigido (o fundamental), tendo menos matérias a serem estudadas.”
Para iniciar os estudos, a orientação é priorizar Português e Matemática, disciplinas consideradas garantidas na seleção e que costumam ter peso relevante na avaliação.
Em Português, Jordace recomenda foco em interpretação de texto. Em Matemática, os pontos iniciais devem ser lógica simples, porcentagem e regra de três.
Depois da publicação do edital, será possível ajustar a preparação conforme eventuais disciplinas adicionais. Entre os temas que podem aparecer estão Atualidades, Conhecimentos técnicos sobre o IBGE e os Censos, Ética no serviço público, Noções básicas de Informática, Estatística e Administração pública. Para esses assuntos, a orientação inicial é fazer uma abordagem mais leve até a confirmação oficial do conteúdo.
A prova para recenseador deve ser objetiva, com cerca de 60 questões e cinco alternativas em cada item.
“É um padrão na dinâmica do IBGE. Para recenseador, normalmente não tem prova discursiva, não tem Teste de Aptidão Física, e também não tem prova de títulos”, listou Jordace.
O que estudar para agente censitário e agente operacional?
Para os cargos de nível médio, a banca mais cotada até o momento é o Instituto Avalia, mas a decisão final ainda não foi divulgada.
A recomendação inicial de Eduardo Cambuy é estudar Língua Portuguesa, Matemática, Geografia e Conhecimentos técnicos do IBGE. O instituto elabora uma apostila sobre o último tema e disponibiliza gratuitamente em seu site.
Com a publicação dos editais, os candidatos poderão direcionar melhor os estudos para outras disciplinas que venham a ser incluídas na seleção.
Como deve ser a prova para analista censitário?
O cargo de analista censitário, de nível superior, deve ter uma abordagem mais complexa. A banca já habilitada para a organização do edital é o IBFC, mas a decisão final ainda não foi divulgada.
Segundo Cambuy, além das disciplinas básicas, podem aparecer conteúdos ligados à parte administrativa da função.
“Aqui pode aparecer, sim, conteúdo mais voltado para parte de administração de recursos materiais e arquivologia. É uma atividade mais gerencial do que operacional”, observou.
Como as vagas de analista censitário serão distribuídas por diversas áreas de atuação, cada uma deverá cobrar também conhecimentos específicos, conforme a especialidade indicada no edital.
Como iniciar a preparação antes do edital?
A preparação antecipada deve começar pelas disciplinas mais prováveis e pelo histórico de provas anteriores do IBGE. Para funções de nível fundamental e médio, o caminho inicial passa por Português, Matemática, Geografia e conhecimentos sobre o IBGE.
O candidato também pode usar provas antigas como ferramenta de estudo ativo, não apenas para marcar alternativas, mas para entender o raciocínio de cada questão. A recomendação dos professores é avaliar por que uma resposta está correta e por que as demais estão erradas.
Após a divulgação dos editais, será necessário revisar o planejamento, incluir conteúdos confirmados e ajustar a rotina conforme o cargo escolhido, a banca organizadora e o peso de cada disciplina.
