Lula autoriza convocação de 90 excedentes da Polícia Penal Federal

Governo federal autoriza a chamada de 90 aprovados no concurso da Polícia Penal Federal para reforçar o sistema penitenciário e reduzir o déficit de pessoal.
Lula autoriza convocação de 90 excedentes da Polícia Penal Federal
Foto: Divulgação/Penal Federal

Resumo da Notícia

  • O presidente Lula autorizou a convocação de 90 candidatos excedentes do concurso da Polícia Penal Federal.
  • A medida visa suprir a defasagem de servidores nas cinco penitenciárias federais do país.
  • Foram autorizadas 80 vagas para policial penal e 10 para especialista em assistência à execução penal.
  • Com esta nova leva, o total de nomeações adicionais do certame chega a 385 servidores.
  • A Senappen deve publicar em breve o edital com os procedimentos de nomeação e posse.
  • O concurso, organizado pelo Cebraspe, permanece válido até maio de 2026.
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O governo federal deu um novo passo para reforçar o sistema penitenciário ao autorizar a chamada de candidatos excedentes do concurso da Polícia Penal Federal. A medida amplia o número de nomeações previstas no edital e busca aliviar a defasagem de servidores nas unidades federais. O decreto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado no Diário Oficial da União.

A decisão libera a convocação de 90 aprovados no concurso da Secretaria Nacional de Políticas Penais, sendo 80 para o cargo de policial penal federal e 10 para especialista em assistência à execução penal. Esses candidatos estavam fora das vagas iniciais, mas permaneciam dentro da lista de aprovados válida. Agora, aguardam apenas as etapas formais para posse.

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Foto: Divulgação/Penal Federal
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O reforço atende a uma demanda da própria Senappen, que enfrenta déficit de pessoal e aumento da carga operacional nas cinco penitenciárias federais do país. A ampliação do quadro é vista como essencial para reduzir escalas sobrecarregadas e fortalecer a segurança nas unidades de custódia. Também busca melhorar o atendimento técnico aos internos.

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Os novos especialistas terão atuação em áreas como saúde, psicologia e serviço social, consideradas estratégicas para a execução penal. Já os policiais penais atuarão diretamente na vigilância e segurança das unidades federais. A expectativa é que o reforço traga mais equilíbrio às rotinas do sistema.

Antes dessa autorização, o governo já havia liberado a convocação de outros 76 aprovados por meio de portaria do Ministério da Gestão. Com a nova leva, o total de nomeações adicionais do concurso chega a 385 servidores. O movimento reforça a tentativa de aproveitar ao máximo o cadastro de aprovados.

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Após a publicação do decreto, a Senappen deverá divulgar um edital com a lista dos convocados e os procedimentos de nomeação. Os candidatos precisarão apresentar documentos, passar por exames médicos e cumprir as exigências previstas no edital original. A previsão interna é de que as posses ocorram até o segundo semestre.

A carreira de policial penal federal tem remuneração inicial em torno de 6,2 mil reais, incluindo benefícios. Já os especialistas podem alcançar cerca de 9 mil reais, dependendo da formação e das gratificações. Os valores foram atualizados após reestruturações recentes da carreira.

Mesmo com as novas nomeações, estudos internos indicam que o sistema ainda enfrenta grande necessidade de reforço. Há pedidos para criação de quase mil novos cargos, além de mais de 600 aprovados ainda na lista de espera. O governo avalia a possibilidade de um novo concurso no futuro.

O atual certame, realizado em 2020 e organizado pelo Cebraspe, segue válido até maio de 2026. Após esse prazo, novas convocações só poderão ocorrer com um novo edital. Enquanto isso, o governo tenta equilibrar a demanda imediata com o uso dos aprovados já classificados.

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