Governo autoriza criação de 6,7 mil novos cargos para universidades federais

Desde o início da atual gestão já foram autorizadas 15 mil novas vagas para universidades e institutos federais.
UFRN
Foto: Cícero Oliveira

Resumo da Notícia

O Governo federal autorizou a criação de 6.737 novos cargos voltados a professores e técnicos administrativos para atuação em universidades federais de todo o país.

A medida foi formalizada por meio de portaria assinada pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), e anunciada em vídeo publicado nas redes sociais pelos ministros Camilo Santana e Esther Dweck.

Aquela notícia que as nossas universidades estavam aguardando: acabei de assinar com a ministra uma portaria autorizando 6.737 novos cargos para professores e técnicos administrativos nas nossas universidades federais em todo o Brasil”, declarou Camilo Santana.

O ministro lembrou que os novos cargos reforçam a política de expansão da rede federal de ensino superior.

Em julho, já tínhamos autorizado a criação de 4.500 cargos para professores e técnicos dos institutos federais. Esse é o compromisso do presidente Lula para fortalecer a nossa rede federal e a expansão que estamos realizando. Investir em educação é investir no Brasil”, completou.

Expansão e reforço da rede federal

A ministra Esther Dweck antecipou que o Governo Federal deve seguir ampliando o quadro de servidores da educação pública.

São mais de 1.200 novos cargos de professores efetivos, 249 cargos de professores substitutos e quase 5.300 cargos de técnico administrativo previstos”, informou.

Segundo Dweck, desde o início da atual gestão já foram autorizadas mais de 15 mil vagas em universidades e institutos federais.

Esse reforço mostra o compromisso com a educação e com a formação dos jovens para empregos qualificados”, acrescentou.

Além da ampliação dos cargos, o governo destacou o avanço da Prova Nacional Docente (PND), que superou um milhão de inscrições confirmadas. Voltada a licenciados, a avaliação tem como objetivo elevar a qualidade dos processos seletivos de professores, incentivando a formação continuada e estimulando concursos públicos.

Organizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a PND será aplicada em 26 de outubro e contemplará 17 áreas de licenciatura. O curso de Pedagogia lidera as inscrições, com 560.576 participantes, seguido por Letras – Português (73.187), Matemática (72.530) e Educação Física (65.911).

A avaliação integra as políticas do programa Mais Professores para o Brasil, que visa promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica, além de estimular o ingresso de novos docentes na rede pública.

As regras e procedimentos da avaliação estão definidas na Portaria n.º 399/2025, publicada no Diário Oficial da União. O documento estabelece que a PND seguirá a mesma matriz teórica do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) voltado às Licenciaturas, atualizado desde 2024 para avaliar competências específicas da formação docente.

A estrutura do exame também faz parte do esforço de modernização da política de formação, buscando elevar o padrão da docência e da avaliação educacional no país.

Programa Mais Professores e ações complementares

Instituído pelo Decreto n.º 12.358/2025, o Mais Professores para o Brasil reconhece o papel central dos docentes no processo de aprendizagem e reúne iniciativas de apoio, capacitação e incentivo à carreira. O programa pretende alcançar 2,3 milhões de docentes em todo o território nacional e prevê:

  • Bolsa Mais Professores, voltada ao aperfeiçoamento contínuo;
  • Pé-de-Meia Licenciaturas, incentivo financeiro para estudantes de cursos de formação docente;
  • Portal de Formação, com trilhas pedagógicas e recursos didáticos integrados;
  • Ações de valorização do magistério em parceria com bancos públicos e outros ministérios.

Essas medidas reforçam o a intenção do governo em ampliar o acesso à educação, fortalecer a carreira docente e modernizar as políticas públicas de ensino.

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