Resumo da Notícia
O governo federal deu um passo importante para reforçar a segurança pública ao autorizar a convocação de candidatos excedentes do concurso da Polícia Federal. A medida busca acelerar a recomposição do efetivo e responder ao aumento das demandas operacionais. A expectativa é que os novos policiais comecem a ser chamados ainda em 2026.
A autorização já foi formalizada por decreto e abre caminho para as próximas etapas do processo. Com isso, a corporação poderá iniciar os procedimentos de nomeação e convocação para o Curso de Formação Profissional. Esse é o último passo antes da posse definitiva dos aprovados.
A decisão ocorre em um contexto de pressão interna por mais servidores. Estudos técnicos apontam que o número de policiais não acompanhou o crescimento de áreas sensíveis, como combate ao crime organizado, fraudes financeiras e crimes digitais. Ao mesmo tempo, houve redução no quadro ao longo dos últimos anos.
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O concurso, lançado em 2025, ofertou inicialmente mil vagas para cinco cargos da área policial. As oportunidades contemplaram delegado, perito criminal, agente, escrivão e papiloscopista. Para participar, os candidatos precisaram ter nível superior e carteira de habilitação a partir da categoria B.
As exigências variaram conforme o cargo. Para agente, escrivão e papiloscopista, foram aceitos diplomas em qualquer área. Já delegado exigiu formação em Direito e três anos de atividade jurídica ou policial, enquanto perito demandou graduação específica conforme o edital.
Em relação à remuneração, os salários iniciais são atrativos. Agente, escrivão e papiloscopista começam com cerca de R$ 14 mil, valor que sobe com reajuste em 2026. Já delegado e perito criminal têm ganhos iniciais acima de R$ 26 mil, também com previsão de aumento.
A distribuição das mil vagas excedentes prioriza o cargo de agente, que concentra a maior carência. Serão 705 convocações para essa função, além de 176 para escrivão, 61 para delegado, 38 para perito e 20 para papiloscopista. O objetivo é equilibrar o quadro conforme a necessidade operacional.
O plano do governo vai além dessas nomeações. A estratégia prevê o aproveitamento de até 2.500 aprovados ao longo dos próximos anos, somando vagas imediatas, excedentes de 2026 e novas convocações previstas para 2027. Isso pode praticamente zerar o déficit atual da corporação.
Por fim, a convocação deve ocorrer de forma escalonada, a expectativa é que as nomeações ocorram ao longo de 2026, com a maior parte dos cargos sendo preenchida no mesmo período. Para delegado, perito criminal, escrivão e papiloscopista, a previsão é de convocação em setembro. Já para o cargo de agente, o chamamento deve ficar para dezembro do mesmo ano.
