Concurso PF: governo detalha previsão mensal para convocação de excedentes

Governo federal formaliza convocação de excedentes do concurso da Polícia Federal. Veja a previsão de chamamento para cada cargo e o cronograma para 2026.
Operação da PF mira esquema financeiro em condomínio de luxo em Petrópolis, em Natal
Operação da PF mira esquema financeiro em condomínio de luxo em Petrópolis, em Natal - Foto: Reprodução / Polícia Federal

Resumo da Notícia

  • O governo federal autorizou a convocação de candidatos excedentes do concurso da Polícia Federal.
  • A medida visa recompor o efetivo da corporação para reforçar a segurança pública.
  • A previsão é que os novos policiais sejam chamados ao longo de 2026.
  • O concurso ofertou vagas para delegado, perito, agente, escrivão e papiloscopista.
  • A maior parte das convocações será destinada ao cargo de agente, com 705 vagas.
  • O plano estratégico prevê o aproveitamento de até 2.500 aprovados até 2027.
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O governo federal deu um passo importante para reforçar a segurança pública ao autorizar a convocação de candidatos excedentes do concurso da Polícia Federal. A medida busca acelerar a recomposição do efetivo e responder ao aumento das demandas operacionais. A expectativa é que os novos policiais comecem a ser chamados ainda em 2026.

A autorização já foi formalizada por decreto e abre caminho para as próximas etapas do processo. Com isso, a corporação poderá iniciar os procedimentos de nomeação e convocação para o Curso de Formação Profissional. Esse é o último passo antes da posse definitiva dos aprovados.

A decisão ocorre em um contexto de pressão interna por mais servidores. Estudos técnicos apontam que o número de policiais não acompanhou o crescimento de áreas sensíveis, como combate ao crime organizado, fraudes financeiras e crimes digitais. Ao mesmo tempo, houve redução no quadro ao longo dos últimos anos.

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O concurso, lançado em 2025, ofertou inicialmente mil vagas para cinco cargos da área policial. As oportunidades contemplaram delegado, perito criminal, agente, escrivão e papiloscopista. Para participar, os candidatos precisaram ter nível superior e carteira de habilitação a partir da categoria B.

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As exigências variaram conforme o cargo. Para agente, escrivão e papiloscopista, foram aceitos diplomas em qualquer área. Já delegado exigiu formação em Direito e três anos de atividade jurídica ou policial, enquanto perito demandou graduação específica conforme o edital.

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Em relação à remuneração, os salários iniciais são atrativos. Agente, escrivão e papiloscopista começam com cerca de R$ 14 mil, valor que sobe com reajuste em 2026. Já delegado e perito criminal têm ganhos iniciais acima de R$ 26 mil, também com previsão de aumento.

A distribuição das mil vagas excedentes prioriza o cargo de agente, que concentra a maior carência. Serão 705 convocações para essa função, além de 176 para escrivão, 61 para delegado, 38 para perito e 20 para papiloscopista. O objetivo é equilibrar o quadro conforme a necessidade operacional.

O plano do governo vai além dessas nomeações. A estratégia prevê o aproveitamento de até 2.500 aprovados ao longo dos próximos anos, somando vagas imediatas, excedentes de 2026 e novas convocações previstas para 2027. Isso pode praticamente zerar o déficit atual da corporação.

Por fim, a convocação deve ocorrer de forma escalonada, a expectativa é que as nomeações ocorram ao longo de 2026, com a maior parte dos cargos sendo preenchida no mesmo período. Para delegado, perito criminal, escrivão e papiloscopista, a previsão é de convocação em setembro. Já para o cargo de agente, o chamamento deve ficar para dezembro do mesmo ano.

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