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Sindicatos cobram novos concursos do BB e da Caixa para reduzir sobrecarga em agências

A cobrança ocorreu no dia 8 de julho durante a primeira rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026.
Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal
Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal - Crédito: Divulgação

Resumo da Notícia

  • Movimento sindical cobra novos concursos para Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal durante negociações da Campanha Nacional Unificada 2026.
  • Entidades apontam sobrecarga de trabalho e piora no atendimento ao público como justificativas para novas contratações.
  • Banco do Brasil estuda viabilidade de novo certame, enquanto Caixa enfrenta prazo de validade de concurso vigente até agosto de 2026.
  • Discussões sindicais também abordam escalas de trabalho e revisão de gratificações de funções de confiança.
  • Calendário de negociações segue com mesas temáticas ao longo de julho para definir pautas salariais e condições de trabalho.

A necessidade urgente de realização de um novo concurso Banco do Brasil voltou a ser o centro das atenções no cenário dos servidores públicos e trabalhadores do setor financeiro. Durante a abertura da primeira mesa específica de negociações da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026, realizada na última quarta-feira (8 de julho), o movimento sindical apresentou formalmente a cobrança por novas contratações como medida prioritária para o funcionamento da instituição.

As entidades representativas do setor argumentam que a abertura de um novo concurso Banco do Brasil é indispensável para frear o processo de descaracterização da função social da empresa pública. A falta de pessoal técnico em agências de diversas regiões do país tem gerado sobrecarga crônica de trabalho para os bancários ativos, além de provocar extensas filas e piora perceptível no atendimento presencial prestado aos cidadãos.

De acordo com a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), práticas corporativas recentes, como a agregação massiva de unidades físicas e a transferência de serviços para redes de correspondentes bancários, prejudicam comunidades do interior do país. Para a coordenadora da comissão, Fernanda Lopes, o banco deve equilibrar a busca por lucros com seu papel estratégico de inclusão social e distribuição de serviços em todo o território nacional.

Estudos internos e o cenário na Caixa Econômica Federal

A pressão sindical acontece em um período favorável para quem se prepara para carreiras bancárias. A diretoria do Banco do Brasil já havia confirmado anteriormente a existência de estudos técnicos internos destinados ao planejamento de um novo certame.

Informações de bastidores indicam, inclusive, que os primeiros contatos comerciais com instituições especializadas em organização de concursos já foram iniciados para avaliar a viabilidade logística do edital.

A mobilização nacional da categoria também impulsiona as discussões em torno de um novo concurso para a Caixa Econômica Federal. O banco comandado por Carlos Vieira avalia internamente o lançamento de uma seleção para o cargo de técnico bancário, carreira que exige nível médio de escolaridade e concentra o maior deficit de pessoal nas agências.

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O fator temporal torna a situação da Caixa ainda mais imediata: o prazo de validade legal do último concurso da instituição expira definitivamente em agosto de 2026. Após essa data, o banco fica impedido por lei de convocar candidatos aprovados em cadastros de reserva.

Como diferencial facilitador, a Caixa possui um contrato de prestação de serviços ainda vigente com a Fundação Cesgranrio, o que permitiria agilizar os trâmites de publicação de um novo edital, dispensando a abertura de uma nova licitação para escolha de banca.

Reivindicações e cronograma das próximas negociações

A discussão travada na mesa de negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vai além das vagas de emprego público e envolve diretamente as escalas laborais e a estrutura de cargos do funcionalismo. A pauta dos bancários engloba pontos importantes como:

  • Garantia da jornada regular de trabalho de cinco dias semanais (escala 5×2);
  • Estudo para implantação de um modelo experimental de escala 4×3, assegurando que não haja interrupção ou prejuízo ao atendimento público;
  • Revisão profunda dos critérios de incorporação salarial de gratificações de comissão vinculadas a funções de confiança.

O calendário de encontros bilaterais entre os representantes dos trabalhadores e os negociadores do Banco do Brasil seguirá uma agenda temática rígida ao longo do mês de julho:

Data do EncontroTemas Centrais da Mesa de Negociação
17 de julhoIgualdade de oportunidades, monitoramento e endividamento de funcionários
23 de julhoPautas de saúde ocupacional e melhoria das condições gerais de trabalho
31 de julhoDiscussão de reajuste de remuneração e cláusulas de impacto econômico

Ainda que o foco imediato das reuniões agendadas para as próximas semanas esteja associado à campanha salarial e à renovação dos acordos coletivos, a cobrança firme pela recomposição do quadro de pessoal deve manter o tema dos editais em destaque na pauta do governo. O desfecho das mesas de negociação no fim de julho servirá como termômetro para a definição do volume de vagas e do cronograma oficial de lançamento dos próximos concursos públicos do setor bancário federal.

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