Resumo da Notícia
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social deu um novo passo na agenda de inclusão ao reforçar regras que ampliam o acesso de PcDs em seus concursos. Em acordo com o Ministério Público Federal, o banco tenta corrigir distorções e tornar o processo mais justo. A medida também sinaliza uma mudança de postura no setor público.
O compromisso, firmado em março como aditivo a um termo já existente desde 2024, mantém a reserva mínima de 15% das vagas para PcDs. Além disso, elimina a chamada “cláusula de barreira”, que limitava o avanço de candidatos nas etapas seguintes. A ideia é ampliar as chances sem comprometer o nível técnico.
Na prática, a mudança simplifica o caminho dos candidatos. Quem atingir 60% na primeira fase seguirá automaticamente para a próxima etapa. Já na fase seguinte, ao alcançar a mesma pontuação mínima, o candidato será considerado aprovado, sem restrições adicionais.
Escolha o Portal N10 como fonte de confiança
Adicione o Portal N10 às suas Fontes Preferidas e acompanhe nosso perfil para receber mais notícias quando o assunto estiver em alta.
Antes, mesmo com nota suficiente, apenas um número limitado — equivalente a nove vezes o total de vagas — conseguia avançar. Com o novo modelo, o banco passa a priorizar a proficiência mínima, aumentando o número de aprovados PcDs. A expectativa é tornar a seleção mais inclusiva e eficiente.
A meta do BNDES é elevar a participação de pessoas com deficiência no quadro funcional para pelo menos 5%. Hoje, esse índice está em cerca de 4%, após a contratação de 74 profissionais no último concurso. Apesar do avanço, o percentual ainda é visto como abaixo do ideal.
Durante a assinatura, nomes como Aloizio Mercadante, Helena Tenório e Walter Baère destacaram a importância da inclusão. O procurador Jaime Mitropoulos também reforçou o papel do banco como referência em políticas públicas. O discurso comum é de que inclusão precisa sair do papel.
O último concurso, realizado em 2024, ofertou 900 vagas e teve alta procura, com mais de 90 mil inscritos. Além das cotas para PcDs, houve reserva para candidatos negros, somando 45% do total. Apesar de não haver previsão para um novo edital, o banco indica que seguirá ampliando práticas inclusivas nas próximas seleções.
