Banca da UFRJ detecta anomalias e desclassifica candidatos

Concurso da UFRJ é investigado por suspeita de irregularidades. Entenda as anomalias, as medidas tomadas e os próximos passos do processo seletivo.
Banca da UFRJ detecta anomalias e desclassifica candidatos
Foto: Divulgação/UFRJ

Resumo da Notícia

  • Investigação no concurso da UFRJ após suspeitas de irregularidades.
  • Inconsistências nas provas objetivas e discursivas levantaram suspeitas.
  • 18 candidatos foram eliminados provisoriamente após análise de dados.
  • Caso foi encaminhado à Polícia Civil e ao Ministério Público Federal.
  • Suspeitas incluem desempenho incomum e possíveis vínculos entre candidatos.
  • Concurso segue em andamento para os demais candidatos.
  • UFRJ pode acionar outros órgãos caso as irregularidades sejam confirmadas.
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O concurso da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) entrou no centro de uma investigação após indícios de irregularidades nos resultados. A suspeita, que começou com questionamentos de candidatos, ganhou força com análises técnicas e agora mobiliza tanto a banca organizadora quanto autoridades policiais. Apesar do cenário, o cronograma segue mantido para os demais participantes.

Em nota divulgada no dia 8 de abril, o Instituto Selecon confirmou a existência de inconsistências que vão além das notas iguais nas provas objetivas. Segundo a banca, também foram identificados padrões semelhantes nas respostas discursivas de um grupo específico, o que levantou suspeitas mais amplas sobre a lisura do processo.

A apuração teve início dentro da própria organizadora, a partir de um sistema interno de análise de dados conduzido pelo setor de compliance. Os relatórios apontaram anomalias estatísticas relevantes, levando à eliminação provisória de 18 candidatos, que passaram a ter suas notas classificadas como “sob análise”.

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Diante dos indícios, o caso foi encaminhado à Delegacia de Defraudações da Polícia Civil, com envio de documentos técnicos e estatísticos. A banca afirmou que colabora integralmente com a comissão de sindicância instaurada pela UFRJ, que também abriu investigação paralela para apurar os fatos.

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As suspeitas começaram a circular após a divulgação dos resultados das provas objetivas, realizadas em março. Chamou atenção o desempenho de 14 candidatos ao cargo de assistente em administração, todos com 69 acertos em 70 questões, além de um padrão idêntico de respostas em todas as disciplinas.

Outro ponto considerado fora do padrão foi o fato de todos esses candidatos terem errado exatamente a mesma questão. A análise estatística indicou um desempenho muito acima da média geral, algo considerado improvável dentro de uma distribuição normal, o que reforçou os questionamentos.

Além dos números, surgiram indícios de conexão entre alguns dos candidatos mais bem colocados, incluindo possíveis vínculos familiares e concentração geográfica em uma mesma região do Rio de Janeiro. As denúncias também foram encaminhadas ao Ministério Público Federal para apuração.

A UFRJ informou que o concurso ainda está na fase inicial e que nenhum candidato foi convocado até o momento. A universidade solicitou acesso completo aos dados do certame e destacou que, caso as irregularidades sejam confirmadas, poderá acionar outros órgãos de controle, incluindo a Polícia Federal.

Mesmo com a investigação em andamento, o processo seletivo segue para os demais concorrentes. O concurso oferece 243 vagas para cargos técnico-administrativos e reuniu mais de 45 mil inscritos, com previsão de convocações a partir do segundo semestre, após a conclusão de todas as etapas.

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