Resumo da Notícia
A autorização de um novo concurso para a Polícia Científica de São Paulo recoloca em pauta a importância da perícia criminal no fortalecimento da segurança pública. Com quase 400 vagas previstas, o governo estadual dá um passo relevante para recompor equipes técnicas e ampliar a capacidade de investigação baseada em provas científicas. A medida também reacende o interesse de milhares de candidatos de nível médio em todo o país.
O aval foi oficializado por despacho do governador Tarcísio de Freitas, publicado no Diário Oficial em 6 de maio. O documento libera a abertura do certame com 397 vagas destinadas à Superintendência da Polícia Técnico-Científica. A previsão é de que os aprovados comecem a ser convocados a partir de 2027, respeitando limites orçamentários e regras legais.
As oportunidades contemplam quatro funções essenciais para o trabalho pericial. São 157 vagas para fotógrafo técnico-pericial, 105 para auxiliar de necropsia, 84 para atendente de necrotério policial e 51 para desenhista técnico-pericial. Todas as carreiras exigem nível médio e atuação direta ou indireta na produção de provas técnicas.
Esses profissionais desempenham papel estratégico na elucidação de crimes. O trabalho envolve desde registros fotográficos detalhados de cenas até apoio em exames cadavéricos e elaboração de desenhos técnicos. Trata-se de uma engrenagem silenciosa, mas decisiva, no funcionamento da Justiça criminal.
Escolha o Portal N10 como fonte de confiança
Adicione o Portal N10 às suas Fontes Preferidas e acompanhe nosso perfil para receber mais notícias quando o assunto estiver em alta.
A remuneração inicial varia conforme o cargo, mas inclui adicional de insalubridade. Para atendente de necrotério, os vencimentos começam em R$ 5.511,03. Já para os demais cargos, o valor inicial chega a R$ 6.588,73, considerando jornada de 40 horas semanais.
Além da escolaridade, será exigida carteira de habilitação a partir da categoria B. Esse requisito está ligado à necessidade de deslocamento em serviço, comum nas atividades da perícia. A atuação pode ocorrer em diferentes locais, incluindo institutos médicos-legais e áreas de investigação.
Com a autorização formalizada, o processo entra agora na fase interna de organização. O próximo passo será a تشکیل de uma comissão responsável por conduzir os preparativos do concurso. Esse grupo deve cuidar das etapas iniciais até a publicação do edital.
Na sequência, será feita a escolha da banca organizadora. A instituição contratada ficará encarregada de receber inscrições e aplicar as provas. Só após essa definição o edital poderá ser finalizado e divulgado ao público.
Embora ainda não haja data confirmada, a expectativa é de que o edital seja publicado no segundo semestre de 2026. Isso permitiria antecipar as etapas do processo seletivo antes da posse prevista para 2027. A movimentação já mobiliza candidatos que aguardavam uma nova seleção.
A autorização leva em conta a necessidade de recomposição do quadro de servidores. Também considera restrições legais, como a Lei de Responsabilidade Fiscal e normas eleitorais. Esses fatores influenciam diretamente o ritmo e a viabilidade de novos concursos públicos.
O último certame semelhante ocorreu em 2013, quando as carreiras ainda estavam vinculadas à Polícia Civil. Na época, foram ofertadas 280 vagas e a organização ficou a cargo da Fundação Vunesp. As provas incluíram questões objetivas, testes físicos, avaliação psicológica e curso de formação.
A nova seleção deve seguir estrutura semelhante, com etapas rigorosas de avaliação. O histórico mostra que não basta apenas conhecimento teórico: o candidato precisa atender a critérios físicos e comportamentais. Diante desse cenário, a preparação antecipada pode ser decisiva para conquistar uma das vagas.
