Pular para o conteúdo
Colunas

André Mendonça e a Jihad da Toga contra a República

CompartilheWAfX

O “terrivelmente evangélico” entrou em cena de forma definitiva. André Mendonça, imbuído da tarefa pseudo-messiânica de colocar o filho do Boca Podre na cadeira de presidente da república, agiu rápido, e rasteiro, afastando o Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, acusando-o de estar mancomunado com outro “santo” do STF, o famoso “Xandão”, alvo prioritário da extrema-direita bolsonarista-fascista, porque foi ele quem liderou a razia jurídica que colocou o Boca Podre na cadeia.

Mendonça é claramente um operador bolsonarista no STF. Isso não é segredo para ninguém. Junto com o tal “Kassio com K”, vem tentando juntar gente ruim dentro do STF e quase que outro entrava: o Jorge Messias. Que era, inclusive, incensado por boa parte dos progressistas. E agora, diante da derrota quase certa do filho do Boca Podre, foi instado a chafurdar. E fez isso com a galhardia típica dos templários medievais.

Provocou uma jihad, guerra santa, dentro do STF, sob o olhar complacente do presidente do STF, Edson Fachin, que foi, na prática, atropelado pelo templário neopentecostal. Mendonça, ungido pelos pastores neopentecostais no final de semana e animado pela sucia fascista, tratou de demolir o Olimpo.

Todos os especialistas, inclusive os liberais mais circunspectos, enxergaram uma intervenção no processo eleitoral, para beneficiar o filho do Boca Podre, mas isso pouco importa para o São Serapião evangélico, que animado, está chafurdando na lama que ele mesmo criou. O expurgo de Mendonça apontou claramente para “Xandão” e a guerra foi declarada.

Para convalidar seu golpe, Mendonça levou sua decisão, para a Segunda Turma, e em apenas NOVE MINUTOS, “Kassio com K” e Fux, aquele que passou 11 horas torturando o país com seu voto a favor da soltura do Boca Podre, convalidaram a decisão de Mendonça. Gilmar Mendes, pediu vistas. Depois a AGU, quase que pressionada pelo governo, reagiu, e entrou contra a decisão de são Serapião.

O que acontecerá?

Continua após a publicidade
Wellington Duarte
Sobre o autor

Wellington Duarte

Ver perfil, credenciais e matérias