Resumo da Notícia
O Sol emitiu uma forte erupção solar na manhã desta segunda-feira (3), com pico às 9h08 (horário do leste dos EUA) — o que corresponde a 11h08 no horário de Brasília. A ocorrência foi registrada pelo NASA por meio do NASA’s Solar Dynamics Observatory, que monitora a atividade solar de forma contínua e captou imagens do evento.
A NOAA, que opera o Space Weather Prediction Center (centro oficial do governo dos EUA para previsões e alertas de clima espacial), também classificou o episódio como um evento de raios X X1.5 e indicou que a explosão gerou condições compatíveis com R3 (forte) no índice de “apagão” de rádio — um tipo de interferência que afeta principalmente comunicações em alta frequência no lado iluminado da Terra.
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Segundo o comunicado da NASA, a erupção atingiu o pico às 9h08 (ET), com registro por imagem do observatório solar da agência. Pelo boletim do Space Weather Prediction Center, o evento teve início às 13h58 UTC, atingiu o máximo às 14h08 UTC e encerrou às 14h18 UTC — horários que, no Brasil, equivalem a 10h58, 11h08 e 11h18 (Brasília), respectivamente.
A NASA’s Solar Dynamics Observatory observou a ocorrência em um subconjunto de luz ultravioleta extrema (EUV), com coloração aplicada para destacar detalhes do material extremamente quente associado às explosões solares.
O que significa uma erupção solar “X1.5”
Erupções solares são explosões de energia e radiação eletromagnética que podem durar de minutos a horas. Quando a liberação de energia é intensa, o aumento de radiação em raios X e ultravioleta extrema pode alterar temporariamente as camadas inferiores da ionosfera do lado iluminado da Terra — o que favorece a degradação ou absorção de sinais de rádio, especialmente na faixa de 3 a 30 MHz, usada por comunicações em alta frequência (HF).
A classificação X1.5 indica que se trata de um flare do grupo X, o mais intenso na escala utilizada para esse tipo de medição; o número (1.5) refina a potência dentro dessa categoria. A própria NASA reforça que flares e erupções solares podem afetar comunicações por rádio, redes elétricas, sinais de navegação e também representar risco para espaçonaves e astronautas, dependendo do contexto do clima espacial.
Nível R3: que tipo de impacto é esperado
No sistema de comunicação ao público usado pelo Space Weather Prediction Center, o nível R3 (forte) corresponde, em linhas gerais, a um apagão em área ampla de rádio HF no lado iluminado do planeta, com perda de contato por cerca de uma hora, além de degradação de sinais de navegação de baixa frequência por período semelhante.
No alerta específico desta segunda-feira, o centro descreveu “blecaute em área ampla de comunicação de rádio HF por cerca de uma hora”, concentrado em grandes porções da face diurna do planeta, com maior intensidade no ponto mais diretamente voltado para o Sol naquele momento.
É importante separar dois fenômenos que costumam aparecer juntos nas manchetes: flare e ejeção de massa coronal (CME). O flare é um “pulso” de radiação que chega praticamente junto com a observação (viajando à velocidade da luz), enquanto a CME envolve material solar lançado ao espaço, podendo levar dias para interagir com o campo magnético terrestre. No caso do evento X1.5 desta segunda-feira, o boletim consultado destaca o efeito imediato associado ao flare (interferência por rádio), sem afirmar, por si só, a ocorrência e a direção de uma CME ligada exatamente a esse pico.
Uma sequência de explosões intensas e uma região solar sob atenção
O episódio desta segunda-feira ocorre em meio a uma sequência recente de erupções fortes. No fim de semana e na véspera, a NASA reportou quatro flares intensos, incluindo um X8.1 (um patamar bem acima do X1.5), além de outros picos classificados como X2.8, X1.6 e X1.0.
A Space Weather Prediction Center atribuiu a onda de atividade a uma mesma área ativa do Sol, citando que a Região Solar 4366 já vinha produzindo múltiplos eventos X e M na última semana, além de erupções com ejeções de massa coronal.
Também por esse contexto, o centro norte-americano emitiu uma vigilância de tempestade geomagnética G1 (menor) para os dias 5 e 6 de fevereiro, associando a possibilidade a CMEs ligadas a uma “erupção complexa” durante o evento X8.1. No nível G1, o próprio quadro de impactos descreve chance de pequenas flutuações em redes elétricas, efeitos menores em operações de satélites e ocorrência de auroras em altas latitudes.
