NASA divulga novo registro da Lua pela Artemis II e aumenta expectativa para o sobrevoo lunar

Segundo a Nasa é a primeira vez que humanos conseguem ver a Bacia Oriental completa, uma região de impacto do satélite.
Imagem inédita da Lua feita por astronautas marca avanço da Artemis II antes do sobrevoo
Astronautas da Artemis II capturam primeiras imagens da lua — Foto: Reprodução/Nasa

Resumo da Notícia

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A NASA divulgou neste domingo (5) uma imagem da Lua registrada por astronautas a bordo da missão Artemis II, destacando parte da bacia Oriental em um marco inédito para a observação humana. Segundo a agência espacial, essa é a primeira vez que toda essa região lunar foi vista a olho nu por pessoas em missão, já que, até então, a área só havia sido registrada por equipamentos robóticos.

O registro surge às vésperas de um dos momentos mais aguardados da expedição: o sobrevoo lunar previsto para segunda-feira (6).

A nova foto reforça o peso simbólico e técnico da missão. Lançada na quarta-feira (1º), da Flórida, a Artemis II marca o retorno de voos tripulados ao entorno da Lua após mais de meio século, desde o encerramento do programa Apollo, em 1972. Agora, no quinto dia da viagem, a tripulação já relata uma mudança evidente de perspectiva: a Terra vai ficando menor, enquanto a Lua domina cada vez mais o campo de visão da cápsula Orion.

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O que a imagem da Artemis II mostra

O ponto mais importante do registro divulgado pela NASA está na visualização da bacia Oriental, uma enorme cratera de impacto na Lua, formada por um antigo choque de asteroide.

A agência destacou o alcance inédito desse momento em publicação compartilhada no X: Nesta nova imagem da nossa tripulação da Artemis II, você pode ver a bacia Oriental na borda direita do disco lunar. Esta missão marca a primeira vez que toda a bacia foi vista a olho nu“.

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Esse detalhe não é periférico. A bacia Oriental já era conhecida por registros feitos por instrumentos robóticos, mas a missão agora acrescenta um novo dado à história da exploração lunar: a observação humana direta dessa estrutura em toda a sua dimensão visível. É esse ponto que transforma a imagem em algo mais do que uma simples fotografia de aproximação.

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Durante uma atualização da missão no sábado (4), o astronauta Victor Glover já havia informado que a tripulação conseguiu capturar imagens detalhadas da superfície lunar, incluindo justamente a bacia Oriental. A declaração antecipava o que a NASA acabaria reforçando publicamente no dia seguinte com a divulgação da imagem.

Os astronautas a bordo da Orion também descreveram a mudança visual provocada pela aproximação da nave. Segundo eles, a Lua está “definitivamente ficando maior” à medida que a espaçonave avança em direção ao sobrevoo. A observação ajuda a dimensionar o estágio da missão e traduz, de forma direta, o que os tripulantes estão presenciando da janela da cápsula.

Essa percepção também aparece no contraste com a Terra. De acordo com os relatos da tripulação, o planeta vai se tornando cada vez menor, enquanto a Lua ocupa mais espaço na visão dos astronautas. É uma inversão de escala que materializa a distância já percorrida e dá à missão um peso visual que vai além dos dados técnicos.

O que acontece na segunda-feira (6)

O sobrevoo lunar previsto para segunda (6) é tratado como o momento mais aguardado da missão até aqui. A expectativa é que, da janela da cápsula, a Lua apareça com o tamanho de uma bola de basquete segurada com o braço esticado. A comparação dá uma medida clara do impacto visual que a tripulação deve ter ao se aproximar ainda mais do satélite natural.

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Mas esse trecho da missão também carrega uma dificuldade operacional importante. Ao passar pelo lado oculto da Lua, a cápsula ficará sem comunicação com a Terra por cerca de 30 a 50 minutos, já que o próprio corpo lunar bloqueará o sinal. É um intervalo previsto, mas que concentra um dos momentos mais tensos da expedição, justamente por combinar proximidade máxima com isolamento temporário.

Quem está na Artemis II e o que a missão representa

A tripulação da Artemis II é formada por Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, além de Hansen, da Agência Espacial Canadense. O grupo conduz uma viagem que recoloca humanos no entorno da Lua mais de 50 anos depois da última era de voos tripulados nesse tipo de trajetória.

O valor da missão, neste momento, está tanto no aspecto técnico quanto no simbólico. A imagem inédita da bacia Oriental, feita por humanos, condensa esse duplo significado. Ela mostra uma tripulação já suficientemente próxima para ampliar o alcance da observação humana sobre a superfície lunar e, ao mesmo tempo, prepara o terreno para o trecho mais delicado e aguardado da expedição: o sobrevoo de segunda-feira.

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