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Cidades

Potiguar de 25 anos morre na Argentina e família tenta trazer corpo ao RN

Lucas Horran da Silva Rocha vivia em La Plata e morreu em 2 de setembro; familiares estimam em R$ 35 mil os custos com funerária e ainda precisam pagar documentação e outros trâmites.

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Resumo da Notícia

  • Lucas Horran da Silva Rocha, de 25 anos e natural de Santa Cruz, morreu na Argentina em 2 de setembro. Ele vivia em La Plata e completaria 26 anos no próximo dia 15; familiares e amigos organizam uma campanha para trazer o corpo de volta ao Rio Grande do Norte.
  • A família estima em aproximadamente R$ 35 mil as despesas cobradas pela funerária argentina. Cerca de R$ 32,5 mil já haviam sido arrecadados, mas ainda existem gastos com documentação e outros procedimentos necessários ao traslado internacional.
  • A Prefeitura de Santa Cruz informou que poderá ajudar no trecho entre Natal e o município potiguar. Até o momento, não há informação de que a administração municipal tenha assumido o transporte internacional do corpo.
  • O Itamaraty informa que não existe previsão legal para que o Estado brasileiro pague o traslado de restos mortais. O procedimento exige documentação de óbito, conservação do corpo, autorização policial e liberação aeroportuária, além dos procedimentos consulares aplicáveis.

O potiguar Lucas Horran da Silva Rocha, de 25 anos, morreu na Argentina e a família mobiliza uma campanha para trazer o corpo de volta a Santa Cruz, município da região Trairi do Rio Grande do Norte. Lucas morreu no dia 2 de setembro e completaria 26 anos no próximo dia 15.

Natural de Santa Cruz, ele vivia em La Plata, capital da província de Buenos Aires. Segundo informações divulgadas pela família, Lucas estudava Medicina na Argentina havia cerca de cinco anos.

A mobilização para o traslado começou nos primeiros dias após a morte. Familiares e amigos passaram a arrecadar recursos para custear os procedimentos necessários para que o corpo seja liberado na Argentina e transportado ao Brasil.

Segundo a família, os custos cobrados pela funerária argentina chegam a aproximadamente R$ 35 mil. Até a atualização divulgada, a campanha havia conseguido cerca de R$ 32,5 mil.

O valor, porém, não cobre necessariamente todas as despesas. O traslado internacional envolve também documentação e procedimentos administrativos, consulares, sanitários e aeroportuários.

A Prefeitura de Santa Cruz informou que poderá colaborar depois da chegada ao Rio Grande do Norte, realizando o transporte do corpo entre Natal e Santa Cruz. As informações divulgadas até agora não indicam que o município assumirá os custos do trecho internacional.

A família pretende realizar as despedidas em Santa Cruz. Até o momento, não foi divulgada uma data confirmada para a chegada do corpo ao Brasil.

A campanha também tem sido impulsionada pela população da cidade e por influenciadores nas redes sociais, como é o caso da influencer Iasmin Cruz, de Santa Cruz. Em um dos vídeos publicados, ela diz que a família busca um despedida digna para o jovem. VEJA NO PERFIL DELA DETALHES DE COMO AJUDAR.

A Paróquia de Santa Rita de Cássia, de Santa Cruz, terra da maior estátua católica do mundo, publicou uma nota de pesar pela morte do jovem, que fez parte dos quadros da igreja local.

“Jovem seguimista e membro de nossa comunidade, que também teve sua caminhada junto à Obra Shalom de Santa Cruz e à Pastoral da Comunicação. Neste momento de dor e saudade, unamo-nos em oração aos seus familiares, amigos e a todos que tiveram a graça de conviver com Lucas“, lamentou.

O que é exigido para trazer um corpo do exterior

O transporte internacional de restos mortais depende de uma série de procedimentos. De acordo com as orientações do Ministério das Relações Exteriores, não há previsão legal para que o Estado brasileiro arque com os custos do traslado de corpos ou cinzas de brasileiros mortos no exterior.

Entre os documentos normalmente exigidos estão o registro de óbito, certificado relacionado à conservação ou embalsamamento do corpo, documentação médica pertinente e autorizações das autoridades locais e aeroportuárias.

O óbito de um brasileiro ocorrido em outro país também pode ser registrado em uma repartição consular. Posteriormente, a certidão emitida no exterior precisa cumprir os procedimentos necessários para produzir efeitos no Brasil.

Em situações de morte de brasileiros fora do país, as repartições consulares podem prestar orientação aos familiares sobre documentação, autoridades locais e providências necessárias, embora o custeio do traslado não seja responsabilidade do governo brasileiro.

No caso de Lucas, a mobilização continua para reunir os recursos necessários ao transporte da Argentina ao Brasil e, posteriormente, ao deslocamento até Santa Cruz.

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Rafael Nicácio
Sobre o autor

Rafael Nicácio

Proprietário, redator e editor

Co-fundador e redator do Portal N10, sou responsável pela administração e produção de conteúdo do site, consolidando mais de uma década de experiência em comunicação digital. Minha trajetória inclui passagens por assessorias de comunicação…

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