PF apreende R$ 400 mil em Mossoró e investiga possível uso em campanha eleitoral
Dinheiro foi sacado por uma pessoa diretamente vinculada a um candidato, segundo a Polícia Federal; dois celulares também foram apreendidos e serão analisados.
Resumo da Notícia
- A Polícia Federal apreendeu R$ 400 mil em espécie na tarde desta quinta-feira (1º), em Mossoró, durante uma investigação relacionada às Eleições 2026.
- Segundo a PF, o valor havia sido sacado por uma pessoa diretamente vinculada a um candidato a cargo eletivo.
- A ação teve apoio da Controladoria-Geral da União e também resultou na apreensão de dois aparelhos celulares.
- A PF informou que as diligências prosseguem para esclarecer a origem, a destinação dos recursos e verificar eventual prática de crimes eleitorais.
A Polícia Federal apreendeu R$ 400 mil em espécie nesta quinta-feira (1º), em Mossoró, durante uma investigação sobre possível utilização ilícita de recursos para favorecer uma campanha nas Eleições 2026. A ação teve apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e também resultou na apreensão de dois aparelhos celulares.
Segundo o comunicado oficial da Polícia Federal, a investigação começou após o recebimento de informações sobre uma movimentação financeira considerada suspeita. A partir desses dados, policiais federais realizaram diligências e vigilância até confirmarem o saque dos R$ 400 mil por uma pessoa diretamente vinculada a um candidato a cargo eletivo.
A PF não divulgou o nome de quem realizou o saque, a identidade do candidato nem o cargo em disputa. Também não informou em qual instituição financeira ocorreu a retirada ou qual seria a destinação do dinheiro. A nota oficial trata o caso como uma investigação sobre a suspeita de utilização ilícita dos recursos para favorecimento de campanha eleitoral.
Celulares serão analisados pela Polícia Federal
Além dos R$ 400 mil, os agentes apreenderam dois celulares durante a ação. Os aparelhos serão analisados para subsidiar o aprofundamento da investigação, enquanto as diligências continuam para esclarecer a movimentação financeira e verificar a eventual prática de crimes eleitorais.
A apreensão ocorre na reta final do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para domingo, 4 de outubro. O caso chega a três dias da votação, período em que a fiscalização sobre arrecadação, gastos e movimentações financeiras das campanhas ganha atenção especial da Justiça Eleitoral e dos órgãos de investigação.
As campanhas estão submetidas a regras específicas de arrecadação e aplicação de recursos. O Tribunal Superior Eleitoral mantém, na página de prestação de contas das Eleições 2026, os sistemas utilizados por candidatos e partidos para registrar receitas, despesas, doações, gastos contratados e demais informações financeiras da campanha.
Entre esses mecanismos está o CONTA+JE, utilizado na elaboração das prestações de contas de candidatos e partidos, além do sistema de Informações Durante a Campanha, destinado ao acompanhamento de doações e gastos eleitorais contratados. O TSE também disponibiliza dados sobre CNPJ de campanha, contas bancárias, limites de gastos e recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
Investigação continua em Mossoró
A Polícia Federal informou que seguirá com as diligências para identificar as circunstâncias da movimentação dos R$ 400 mil e apurar se houve prática de crime eleitoral. Até a publicação da nota oficial, não havia indicação de prisão nem divulgação de nomes relacionados ao procedimento.
A investigação deverá avançar também a partir dos dados extraídos dos dois aparelhos celulares recolhidos na ação desta quinta-feira. A PF não informou prazo para conclusão das análises nem antecipou quais medidas poderão ser adotadas após o exame do material apreendido.


