Resumo da Notícia
O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, foi baleado na manhã deste sábado, 27 de junho, na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. A Polícia Militar do Estado de São Paulo classificou o caso como atentado contra o policial e afirmou que mobiliza esforços para localizar, identificar e prender os responsáveis.
Ronickson estava à paisana e pilotava uma motocicleta quando foi abordado por dois homens em outra moto. Imagens de câmera de segurança registraram o momento em que os suspeitos se aproximaram no semáforo e atiraram contra o policial. Depois do ataque, a dupla fugiu.
Segundo a Polícia Militar, o tenente recebeu atendimento de equipes de resgate e foi socorrido com apoio do helicóptero Águia, do Grupamento Aéreo da PM. A CNN Brasil informou, em atualização às 16h16, que o estado de saúde era considerado grave e que, segundo informações oficiais da PM, o policial seguia em atendimento médico e passava por cirurgia. A apuração inicial aponta que ele foi levado ao Hospital Mário Covas, em Santo André.
PMESP diz que não haverá descanso até prisão dos envolvidos
Em manifestação publicada no perfil oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo, a corporação afirmou ter recebido com “profunda indignação” o atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos.
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A PMESP prestou solidariedade aos familiares, amigos e policiais militares e informou que mobiliza todos os esforços para localizar, identificar e prender os responsáveis. A corporação também afirmou que “não haverá descanso” até que os autores sejam levados à Justiça.
A declaração reforça o tratamento do caso como ataque direto a um policial militar. A investigação, porém, ainda precisa esclarecer a motivação do crime, identificar os suspeitos e confirmar se a ação foi planejada especificamente contra Ronickson.
A Secretaria da Segurança Pública informou em nota que equipes foram acionadas para atender uma ocorrência de disparos de arma de fogo na Avenida Goiás. No local, os policiais constataram que um tenente da PM havia sido atingido por disparos.
A investigação tenta identificar e localizar os autores. Até a última atualização consultada, não havia confirmação oficial sobre a motivação do ataque. A dinâmica registrada em vídeo levou autoridades a tratarem o caso como uma ação direcionada, mas a apuração policial ainda está em andamento.
Nas redes sociais, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que recebeu a notícia com indignação e disse ter determinado prioridade às forças de segurança para localizar os responsáveis.
Quem é Ronickson Pimentel
Ronickson Pimentel dos Santos é tenente do 1º Batalhão de Polícia de Choque, unidade da Polícia Militar conhecida como Rota. Segundo a apuração, ele ingressou na PM em 2009, após atuar como fuzileiro naval na Marinha do Brasil entre 2006 e 2009.
Em 2015, passou a integrar o quadro de oficiais da corporação pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Antes de chegar à Rota, em 2019, acumulou experiência no patrulhamento de Força Tática.
Ronickson é irmão de Eloá Cristina Pimentel, adolescente de 15 anos morta em 2008 após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves Fernandes, em Santo André. O caso teve repercussão nacional e marcou o debate sobre violência contra mulheres, cobertura televisiva de crimes e atuação policial em situações com reféns.
O Tribunal de Justiça de São Paulo registra que Lindemberg foi condenado pelo Tribunal do Júri de Santo André, em 2012, a 98 anos e 10 meses de prisão pela morte de Eloá e outros crimes. Em 2013, a 16ª Câmara de Direito Criminal do TJSP reduziu a pena para 39 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado.
Na época do julgamento, Ronickson depôs no Fórum de Santo André. Segundo a apuração, ele chamou Lindemberg de “monstro” e relatou comportamento agressivo do réu.
A Polícia Civil assumiu a investigação e deve analisar imagens de câmeras de segurança, rotas de fuga e possíveis informações sobre a motocicleta usada pelos criminosos. Até a publicação desta matéria, não havia confirmação de prisão de suspeitos.
O estado de saúde do tenente depende de novo boletim ou atualização oficial da Polícia Militar, da Secretaria da Segurança Pública ou da unidade hospitalar.
