Resumo da Notícia
A discussão sobre o futuro do transporte público em Natal ganhou novo fôlego após declarações da secretária de Mobilidade Urbana, Jódia Melo. Segundo ela, a nova licitação do sistema de ônibus pode resultar em reajuste da passagem, que atualmente custa R$ 4,90, chegando ao patamar de R$ 5,10. O tema foi abordado durante entrevista ao programa Primeira Pauta, da Rádio 98FM.
De acordo com a secretária, o cálculo atual não leva em consideração os custos adicionais relacionados à folha de pagamento dos motoristas. “Hoje o preço é R$ 4,90, que foi calculado sem a oneração da folha. A partir de janeiro, houve essa oneração da folha por parte do governo federal. Que aumentou muito os custos da tarifa. Temos estudado isso, para saber se vamos manter ou se vai sofrer um novo aumento. Talvez R$ 5,10”, explicou.
A avaliação leva em conta as mudanças trabalhistas ocorridas neste ano, que impactaram diretamente as despesas do setor. Caso a Prefeitura decida repassar esse custo ao usuário, a tarifa pode ser alterada após a conclusão da licitação.
Prazo para mudanças
Apesar da sinalização de possível reajuste, Jódia Melo destacou que a alteração não seria imediata. O processo de transição entre as atuais e as novas operadoras pode se estender por até seis meses. “As operadoras têm seis meses para fazer essa transição e começar de fato a operar 100%, porque eles terão que fazer todo um investimento”, afirmou.
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Esse período seria necessário para que as empresas vencedoras da licitação possam estruturar a frota, ajustar contratos de pessoal e cumprir as exigências previstas pelo novo edital.
A possibilidade de aumento desperta preocupação, já que a tarifa de R$ 4,90 já é considerada pesada para grande parte da população. O transporte público em Natal é utilizado por milhares de pessoas diariamente, e qualquer variação no preço da passagem tem efeito direto na rotina dos trabalhadores e estudantes que dependem dos ônibus.
Além disso, a nova licitação abre espaço para a modernização do sistema, mas também exige garantias de investimento por parte das empresas operadoras. Segundo a própria secretária, a transição envolve custos elevados que, inevitavelmente, pesam no cálculo final da tarifa.
A licitação do transporte coletivo é aguardada há anos na capital potiguar e representa uma mudança estrutural no modelo atual. Com a entrada de novas empresas, espera-se não apenas a renovação da frota, mas também melhorias em tecnologia de bilhetagem, acessibilidade e segurança.
Contudo, essas melhorias estão condicionadas à capacidade de investimento dos consórcios participantes, o que reforça a discussão sobre o valor a ser pago pelo usuário final. O anúncio da secretária reacende o debate sobre a equação entre custo operacional e tarifa justa, que permanece como desafio central do transporte público natalense.
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