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Sem pagamento regular, médicos anunciam paralisação de atendimentos em hospitais do RN

Os médicos afirmam que os repasses financeiros de responsabilidade do Governo do Estado não vêm sendo realizados com regularidade e que os atrasos já se acumulam desde setembro de 2025, o que teria levado ao esgotamento da situação.
Médicos do RN anunciam paralisação por atraso em pagamentos
Imagem de Parentingupstream por Pixabay

Resumo da Notícia

  • Médicos que atuam na média e alta complexidade no Rio Grande do Norte anunciaram paralisação dos atendimentos a partir de segunda-feira (27).
  • A medida afeta cerca de 120 profissionais e pode impactar procedimentos eletivos e atendimentos especializados em hospitais como Hospital do Coração e Liga Contra o Câncer.
  • A paralisação ocorre por atrasos nos pagamentos que se acumulam desde setembro de 2025, conforme comunicado ao Ministério Público e Secretarias de Saúde.
  • Os repasses financeiros do Governo do Estado não estão sendo feitos regularmente, tornando inviável a manutenção dos serviços.
  • O impacto tende a ser maior no interior do estado, onde a rede de saúde já opera sob pressão.
  • Pacientes do interior que dependem de consultas especializadas e procedimentos eletivos serão os mais afetados.

Os médicos que atuam na média e alta complexidade no Rio Grande do Norte anunciaram paralisação dos atendimentos a partir da próxima segunda-feira (27).

A medida atinge cerca de 120 profissionais e pode afetar diretamente procedimentos eletivos e atendimentos especializados em hospitais de referência, como Hospital do Coração, Liga Contra o Câncer, Incor e Hospital Varela Santiago.

A decisão foi comunicada em ofício enviado nesta quarta-feira (22) ao Ministério Público, à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e às direções das unidades hospitalares envolvidas. Segundo os profissionais, a paralisação ocorre por causa de atrasos nos pagamentos que se acumulam desde setembro de 2025.

De acordo com o documento, os repasses financeiros de responsabilidade do Governo do Estado não vêm sendo feitos de forma regular. Esse cenário, segundo os médicos, levou ao acúmulo de meses de atraso e tornou inviável a manutenção normal dos atendimentos.

O impacto tende a ser mais sensível no interior do Rio Grande do Norte, onde a rede já opera sob pressão e depende desses serviços especializados para manter a assistência em áreas de média e alta complexidade.

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Com isso, a tendência é de impacto direto sobre a realização de procedimentos eletivos e consultas especializadas, especialmente para pacientes do interior que dependem desse fluxo de atendimento.

Até o momento, não houve manifestação pública detalhada das secretarias citadas sobre a paralisação anunciada pelos médicos.

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