Resumo da Notícia
A disputa pelas duas cadeiras do Senado Federal que estarão em jogo no Rio Grande do Norte em 2026 começa a ganhar contornos mais claros. Segundo pesquisa Exatus, se a eleição fosse hoje os escolhidos pelo eleitorado seriam o senador Styvenson Valentim (PSDB) e a governadora Fátima Bezerra (PT). O levantamento ouviu 2.029 eleitores entre 18 e 21 de setembro e apresenta margem de erro de 2,19 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O senador Styvenson Valentim aparece isolado na dianteira. No primeiro voto, ele soma 35,3% das intenções, o que equivale a 934.197 eleitores dos 2.649.282 aptos a votar no Estado. Quando considerados também os votos de segunda opção, Styvenson chega a 1.396.178 potenciais votos, consolidando a primeira vaga com ampla folga em relação aos demais adversários.
O resultado mostra que o parlamentar mantém um eleitorado fiel e capaz de garantir a liderança sem grandes riscos, pelo menos neste primeiro retrato do cenário eleitoral.
Fátima assegura a segunda cadeira
A governadora Fátima Bezerra, que concluirá seu segundo mandato em abril de 2026, aparece como a segunda força mais citada. Ela reúne 14,2% no primeiro voto, equivalente a 376.199 eleitores, além de 7,6% no segundo voto, o que corresponde a 201.344 pessoas.
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Somados, os números projetam 577.543 votos potenciais, quantidade suficiente para assegurar a segunda cadeira do Senado caso a disputa ocorresse agora. O desempenho reforça o capital político de Fátima, que mesmo antes de iniciar oficialmente sua campanha já surge com posição de destaque.
O bloco intermediário
Logo atrás de Fátima aparecem nomes com trajetórias consolidadas na política potiguar. A senadora Zenaide Maia (PSD) marca 7,7% no primeiro voto (204.993 eleitores) e 10,3% no segundo (272.873), totalizando 477.866 votos potenciais.
O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), soma 7,6% no primeiro voto (201.344) e 9,1% no segundo (241.082), o que resulta em 442.426 votos.
Outro ex-prefeito da capital, Carlos Eduardo Alves (PSD), aparece com 7,1% no primeiro voto (187.097) e 6,9% no segundo (182.801), alcançando 369.898 votos potenciais.
Esses três nomes se colocam como alternativas viáveis, ainda que em patamar inferior ao de Fátima, compondo um bloco intermediário que pode ganhar força a depender da evolução do quadro político e da mobilização de suas bases.
Entre os nomes com desempenho mais baixo estão o Coronel Hélio (PL) e Babá Pereira (PSOL). Hélio aparece com 1,5% no primeiro voto (39.739 eleitores) e 4% no segundo (105.971), somando 145.710 votos. Já Babá registra 1% no primeiro voto (26.493) e 0,7% no segundo (18.545), totalizando 45.038 votos potenciais. Embora distantes dos primeiros colocados, esses números podem se tornar relevantes em cenários de fragmentação ou de busca por alianças estratégicas.
Relevância da pesquisa
O levantamento da Exatus é considerado o mais abrangente realizado até agora no Estado em relação à disputa pelo Senado. Até então, pesquisas anteriores haviam ouvido um número menor de entrevistados. Além de mostrar a posição consolidada de Styvenson e a força inicial de Fátima, os números indicam uma disputa intensa no segundo pelotão, envolvendo Zenaide Maia, Álvaro Dias e Carlos Eduardo Alves.
A pesquisa marca o ponto de partida de uma série de levantamentos que acompanharão a evolução do cenário até 2026, oferecendo uma leitura contínua das preferências do eleitorado potiguar.
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