O vice-governador Walter Alves representa o Rio Grande do Norte em uma missão internacional do Consórcio Nordeste com foco na atração de investimentos estratégicos para a região. A comitiva, que reúne representantes dos nove estados nordestinos e do governo federal, cumpre agenda entre 23 e 31 de maio em três países do Oriente Médio: Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
No caso específico do RN, Walter Alves apresenta uma carteira de projetos avaliada em mais de R$ 6 bilhões, com destaque para o Porto-indústria Verde e o programa de eficiência energética do Governo do Estado. As propostas fazem parte do esforço estadual para se consolidar como referência nacional em infraestrutura limpa e sustentável.
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“É uma agenda muito importante para o Rio Grande do Norte e para toda a região. Vamos apresentar aos investidores oportunidades que poderão representar muito em breve mais emprego, desenvolvimento, sustentabilidade e avanço para todo o estado”, afirmou Walter Alves.
A missão é liderada por Rafael Fonteles, governador do Piauí e atual presidente do Consórcio Nordeste, e conta com a participação de representantes da Apex Brasil, BNDES, Embrapa e outras instituições federais. O secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, Hugo Fonseca, também integra a delegação potiguar.
“Os fundos de investimentos dos países árabes estão dispostos a investir no Brasil. O presidente Lula visitou estes países e sinalizou como a economia brasileira está aberta. O Nordeste quer se posicionar como vetor de atração e o Rio Grande do Norte quer se destacar para atrair esses investimentos”, declarou Fonseca.
Porto-indústria Verde: o maior projeto da carteira
Com investimento estimado em R$ 5,63 bilhões, o Porto-indústria Verde do RN será o primeiro do tipo no Brasil. Trata-se de uma estrutura portuária integrada a uma zona industrial e de comércio livre, desenhada para atender setores como fruticultura, sal, mineração, pesca, petróleo e gás, e energia eólica. A retroárea terá 13.300 hectares e o porto ocupará um ponto estrategicamente localizado entre a América Latina, Europa, África e Estados Unidos.
“Será o primeiro porto-indústria verde a ser construído no Brasil e é um hub estratégico para a nova economia de baixo carbono. O Porto-indústria Verde nasce com a missão de posicionar o Brasil como referência na transição energética global, por meio da adoção de fontes limpas e renováveis”, destacou Walter Alves.
O projeto será viabilizado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) em fase de estruturação com apoio do BNDES. Ele integra o Novo PAC, programa federal de aceleração do crescimento.
Programa de eficiência energética: corte de 40% nos gastos públicos
O outro eixo central da carteira é o programa de eficiência energética do Governo do Estado. Com um custo atual de R$ 65,5 milhões anuais com energia elétrica em instalações públicas, o Estado pretende construir uma usina solar de 130 MW, com investimento estimado em R$ 500 milhões, para suprimento via modelo de PPP.
A meta é reduzir 40% do gasto anual com energia, o que representaria uma economia de R$ 26 milhões por ano. O contrato terá duração de 32 anos e, ao fim, a usina será incorporada ao patrimônio do Estado. O projeto também prevê a geração de créditos de carbono, que poderão ser comercializados pelo RN.
Além dos dois principais projetos, o Governo do RN também leva ao Oriente Médio outras propostas de concessões e parcerias, como a PPP da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) e a concessão do Centro de Convenções de Natal. A equipe terá agendas paralelas com grupos empresariais, fundos soberanos e instituições dos três países, em busca de assinatura de memorandos de entendimento e protocolos de intenção.
A missão é parte da estratégia do Consórcio Nordeste para ampliar o diálogo diplomático, econômico e institucional com países do Golfo Pérsico, explorando áreas como infraestrutura, turismo, energias renováveis e tecnologia.
