Vai à praia no carnaval? Veja os 11 trechos do litoral do RN que devem ser evitados

Natal concentra quatro dos pontos considerados inadequados para banho, enquanto Baía Formosa, Tibau do Sul, Nísia Floresta e Parnamirim também aparecem na lista.
Praia de Areia Preta
Praia de Areia Preta, em Natal - Foto: Semurb

Resumo da Notícia

Às vésperas do carnaval, o alerta para quem pretende aproveitar o litoral do Rio Grande do Norte veio antes mesmo do início da folia.

Um boletim de balneabilidade divulgado nesta sexta-feira (13) aponta que onze trechos de praias potiguares estão impróprios para banho, segundo avaliação técnica do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema). A informação tem validade até a próxima quinta-feira (19), quando um novo relatório será publicado.

O dado preocupa porque o período carnavalesco costuma concentrar grande fluxo de moradores e turistas, especialmente em praias urbanas e em áreas próximas à foz de rios, onde o risco de contaminação é historicamente maior.

Trechos considerados impróprios no litoral potiguar

O levantamento aponta problemas em praias localizadas em quatro municípios diferentes. Natal concentra quatro dos pontos avaliados como impróprios, enquanto Baía Formosa, Tibau do Sul, Nísia Floresta e Parnamirim também aparecem no relatório.

Os trechos classificados como inadequados para banho são:

  • Bacupari (Rua Antônio Henrique Souto), em Baía Formosa
  • Porto (Praça da Conceição), em Baía Formosa
  • Sibaúma (Restaurante Sabores do Mar), em Tibau do Sul
  • Pirangi do Sul (Igreja), em Nísia Floresta
  • Foz do Rio Pirangi, em Nísia Floresta
  • Rio Pirangi (Ponte Nova), em Parnamirim
  • Rio Pirangi-Pium (Balneário Pium), em Parnamirim
  • Areia Preta (Escadaria de Mãe Luiza), em Natal
  • Praia dos Artistas (Centro de Artesanato), em Natal
  • Praia do Meio (Quiosque 13), em Natal
  • Redinha (Rio Potengi), em Natal

Como funciona a análise da balneabilidade

A classificação das praias é feita a partir da quantidade de coliformes termotolerantes, também conhecidos como coliformes fecais, presentes na água. Esses microrganismos indicam contaminação por esgoto doméstico e representam risco à saúde, podendo causar infecções gastrointestinais, dermatológicas e respiratórias.

Os critérios seguem rigorosamente as normas estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que define os parâmetros técnicos para enquadrar as águas como próprias ou impróprias para banho em todo o país.

Durante o verão, o Idema amplia a fiscalização. Ao todo, 51 pontos do litoral potiguar estão sendo monitorados, número 18 pontos maior do que o acompanhado ao longo do restante do ano. A faixa de análise cobre desde Tibau, no litoral Oeste, até Baía Formosa, no extremo Sul do estado.

Esse trabalho faz parte do Programa Água Azul, desenvolvido em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico (Funcern), garantindo rigor técnico e atualização constante dos dados.

A recomendação dos órgãos ambientais é clara: evitar o banho de mar nos trechos classificados como impróprios, especialmente após chuvas, quando a carga de poluentes costuma aumentar. A atenção deve ser redobrada em áreas próximas a rios, galerias pluviais e escadarias urbanas, locais que aparecem com frequência nos relatórios de restrição.

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