Sesap confirma dois casos de mpox em Natal e São Gonçalo do Amarante

Até o momento, não existe um medicamento específico para o tratamento da mpox. O manejo clínico consiste em medidas de suporte voltadas para o alívio dos sintomas e prevenção de complicações.
RN registra primeiros casos de mpox em 2026 e Secretaria de Saúde confirma duas infecções
RN registra primeiros casos de mpox em 2026 e Secretaria de Saúde confirma duas infecções - Crédito: Gerado por IA

Resumo da Notícia

  • Sesap confirma os dois primeiros casos de mpox no Rio Grande do Norte em 2026, em Natal e São Gonçalo do Amarante.
  • Os casos foram identificados em exames realizados entre 15 de fevereiro e 7 de março.
  • Um terceiro caso suspeito está sendo investigado em São Gonçalo do Amarante.
  • O monitoramento da mpox no Brasil ocorre desde 2022, com queda nos casos após o pico inicial.
  • Em 2025, foram registrados 2 casos no RN.
  • Uma suspeita em Mossoró foi descartada após exames.
  • A mpox causa lesões na pele, febre e outros sintomas, sendo transmitida por contato direto.
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A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou nesta quinta-feira (12) os dois primeiros casos de mpox registrados no estado em 2026. Os pacientes diagnosticados residem em Natal e São Gonçalo do Amarante, municípios localizados na Região Metropolitana.

Segundo a pasta, os registros foram identificados em exames realizados entre os dias 15 de fevereiro e 7 de março. Nenhum dos pacientes precisou ser internado, de acordo com as informações divulgadas pelas autoridades sanitárias.

A secretaria também informou que há um terceiro caso suspeito sendo investigado em São Gonçalo do Amarante, mas não detalhou o estado de saúde do paciente nem se houve necessidade de isolamento.

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Doença é monitorada no Brasil desde 2022

O monitoramento da mpox no Brasil ocorre desde 2022, quando houve um aumento significativo de notificações em todo o país. Naquele ano, o Ministério da Saúde registrou mais de 10 mil casos confirmados da doença.

Nos anos seguintes, os números apresentaram redução, embora a vigilância epidemiológica continue ativa. Em 2025, por exemplo, foram registrados 1.094 casos no país.

De acordo com o painel de monitoramento da mpox do Ministério da Saúde convoca reunião sobre casos de mpox, o histórico de registros no Rio Grande do Norte mostra uma queda gradual após o pico inicial da doença.

Veja os números confirmados no estado:

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  • 131 casos em 2022
  • 11 casos em 2023
  • 5 casos em 2024
  • 2 casos em 2025

Agora, em 2026, os dois diagnósticos confirmados pela Sesap representam os primeiros registros da doença no estado neste ano.

Suspeita recente em Mossoró foi descartada

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No mês de fevereiro, uma paciente chegou a ser isolada durante internação em Mossoró após apresentar sintomas compatíveis com mpox. No entanto, exames laboratoriais realizados posteriormente descartaram a presença do vírus, segundo informações divulgadas pelas autoridades de saúde.

O caso chamou atenção porque a paciente apresentava sinais que poderiam indicar infecção pela doença, o que levou à adoção de protocolos preventivos enquanto o diagnóstico era investigado.

O que é a mpox e como ocorre a transmissão

A mpox é uma doença viral que provoca principalmente manifestações dermatológicas, além de sintomas semelhantes aos de outras infecções virais.

De acordo com o Ministério da Saúde, os sinais mais comuns incluem:

  • lesões na pele, que podem evoluir para bolhas e feridas
  • febre
  • aumento de ínguas (linfonodos)
  • dor de cabeça e dores no corpo
  • calafrios e sensação de fraqueza

A transmissão ocorre, principalmente, por contato direto com lesões na pele ou com fluidos corporais de pessoas infectadas. O vírus também pode ser transmitido por meio de objetos contaminados, como roupas, toalhas ou superfícies utilizadas por pacientes infectados.

Tratamento é baseado no controle dos sintomas

Até o momento, não existe um medicamento específico para o tratamento da mpox. O manejo clínico consiste em medidas de suporte voltadas para o alívio dos sintomas e prevenção de complicações.

Essas ações podem incluir controle da febre, cuidados com as lesões na pele e acompanhamento médico para evitar agravamento do quadro.

As autoridades de saúde reforçam que o monitoramento epidemiológico continua ativo para detectar rapidamente novos casos e orientar medidas de prevenção quando necessário.

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