Resumo da Notícia
A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou nesta quinta-feira (12) os dois primeiros casos de mpox registrados no estado em 2026. Os pacientes diagnosticados residem em Natal e São Gonçalo do Amarante, municípios localizados na Região Metropolitana.
Segundo a pasta, os registros foram identificados em exames realizados entre os dias 15 de fevereiro e 7 de março. Nenhum dos pacientes precisou ser internado, de acordo com as informações divulgadas pelas autoridades sanitárias.
A secretaria também informou que há um terceiro caso suspeito sendo investigado em São Gonçalo do Amarante, mas não detalhou o estado de saúde do paciente nem se houve necessidade de isolamento.
Doença é monitorada no Brasil desde 2022
O monitoramento da mpox no Brasil ocorre desde 2022, quando houve um aumento significativo de notificações em todo o país. Naquele ano, o Ministério da Saúde registrou mais de 10 mil casos confirmados da doença.
Nos anos seguintes, os números apresentaram redução, embora a vigilância epidemiológica continue ativa. Em 2025, por exemplo, foram registrados 1.094 casos no país.
De acordo com o painel de monitoramento da mpox do Ministério da Saúde convoca reunião sobre casos de mpox, o histórico de registros no Rio Grande do Norte mostra uma queda gradual após o pico inicial da doença.
Veja os números confirmados no estado:
- 131 casos em 2022
- 11 casos em 2023
- 5 casos em 2024
- 2 casos em 2025
Agora, em 2026, os dois diagnósticos confirmados pela Sesap representam os primeiros registros da doença no estado neste ano.
Suspeita recente em Mossoró foi descartada
No mês de fevereiro, uma paciente chegou a ser isolada durante internação em Mossoró após apresentar sintomas compatíveis com mpox. No entanto, exames laboratoriais realizados posteriormente descartaram a presença do vírus, segundo informações divulgadas pelas autoridades de saúde.
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O caso chamou atenção porque a paciente apresentava sinais que poderiam indicar infecção pela doença, o que levou à adoção de protocolos preventivos enquanto o diagnóstico era investigado.
O que é a mpox e como ocorre a transmissão
A mpox é uma doença viral que provoca principalmente manifestações dermatológicas, além de sintomas semelhantes aos de outras infecções virais.
De acordo com o Ministério da Saúde, os sinais mais comuns incluem:
- lesões na pele, que podem evoluir para bolhas e feridas
- febre
- aumento de ínguas (linfonodos)
- dor de cabeça e dores no corpo
- calafrios e sensação de fraqueza
A transmissão ocorre, principalmente, por contato direto com lesões na pele ou com fluidos corporais de pessoas infectadas. O vírus também pode ser transmitido por meio de objetos contaminados, como roupas, toalhas ou superfícies utilizadas por pacientes infectados.
Tratamento é baseado no controle dos sintomas
Até o momento, não existe um medicamento específico para o tratamento da mpox. O manejo clínico consiste em medidas de suporte voltadas para o alívio dos sintomas e prevenção de complicações.
Essas ações podem incluir controle da febre, cuidados com as lesões na pele e acompanhamento médico para evitar agravamento do quadro.
As autoridades de saúde reforçam que o monitoramento epidemiológico continua ativo para detectar rapidamente novos casos e orientar medidas de prevenção quando necessário.