Resumo da Notícia
A próxima novela das seis da TV Globo chega com uma proposta que chama atenção tanto pelo cenário quanto pela temática. “A Nobreza do Amor”, que estreia em 16 de março, foi parcialmente gravada no Rio Grande do Norte e aposta em uma história que mistura romance, fuga política e referências à aristocracia africana.
Antes mesmo de chegar à televisão, a produção foi apresentada oficialmente ao público em um evento no Rio de Janeiro. A festa de lançamento ocorreu na noite de segunda-feira, dia 9, na Ilha Fiscal, reunindo elenco e equipe da novela. Durante o evento, uma palavra apareceu repetidamente nas conversas sobre a trama: “ineditismo”, termo que resume a aposta da emissora para o horário das seis.
A história se passa na década de 1920 e acompanha a trajetória de Alika, personagem interpretada pela atriz Duda Santos, princesa do reino fictício de Batanga. Ao lado da mãe, a rainha Niara, vivida por Erika Januza, ela é obrigada a deixar o continente africano para escapar da perseguição política comandada por Jendal, personagem do ator Lázaro Ramos, que assume na novela seu primeiro grande vilão em um folhetim de época.
A fuga leva mãe e filha ao Brasil, mais especificamente à fictícia cidade de Barro Branco, situada no Rio Grande do Norte. É nesse novo ambiente que Alika encontra um caminho inesperado para reconstruir sua vida. A protagonista também descobre um amor improvável em Tonho, personagem do ator Ronald Sotto, descrito na história como um homem simples e honesto.
Rio Grande do Norte aparece como cenário importante da novela

Uma das características que diferenciam a produção é justamente o uso de paisagens reais do estado potiguar. Parte significativa das gravações aconteceu em diferentes regiões do Rio Grande do Norte, explorando cenários naturais que ajudam a compor o universo visual da trama.
Entre os locais utilizados estão o Parque Nacional da Furna Feia, as Dunas do Rosado, Maracajaú e a Barreira do Inferno. As gravações também passaram por cidades como Areia Branca, Mossoró, Tibau do Sul, Parnamirim e Natal, ampliando a presença do estado na narrativa.
Autores destacam proposta inédita da história
A novela foi escrita por Duca Rachid, vencedora do Emmy Internacional por trabalhos como Joia Rara (2013) e Órfãos da Terra (2019), em parceria com Júlio Fischer, que participou de Amor Perfeito (2023), e Elísio Lopes Júnior, diretor do musical Torto Arado.
Segundo Rachid, a proposta da produção vai além da estrutura tradicional de um folhetim. “Quero que o público brasileiro assista e reconheça que é fruto dessa nobreza”, resume a autora ao explicar a importância de levar para a televisão uma narrativa que valorize a ancestralidade africana.
Para Duda Santos, que interpreta a protagonista Alika, o papel também tem um significado especial. “Minhas ancestrais fizeram um caminho florido para que eu chegasse aqui. Sou muito grata de poder contar essa fábula”, afirmou a atriz ao falar sobre a personagem.
Já Lázaro Ramos, responsável por viver o vilão Jendal, descreve a experiência na novela como algo diferente em sua carreira. “Estou tendo muito prazer de trabalhar esse texto de me desapegar de algumas características como ator, para oferecer uma boa novela para o público”, disse.
Personagens ajudam a conectar África e Brasil na história
Outro elo importante dentro da narrativa surge com Dona Menina, personagem da atriz Zezé Motta, uma parteira respeitada da cidade de Barro Branco. A personagem também trabalha como escultora de santos, elemento simbólico que representa o sincretismo religioso presente na cultura brasileira.
A própria atriz comentou a relação afetiva com o papel. “Ela é uma mulher bondosa. Adoro esse nome dela: Dona Menina. É a minha cara. Eu sou uma menina de 81 anos”, brincou.
No núcleo religioso aparece o padre Viriato, personagem do ator Marcelo Médici, que observa e comenta os acontecimentos da cidade. O ator define o personagem de forma direta: “Ele é o arauto da cidade. Fala sobre tudo o que está errado. E fala o que vem na cabeça dele, o que eu acho que é um desejo de todo mundo.”
Além desses nomes, o elenco reúne Nicolas Prattes, Thereza Fonseca, Danton Mello, Cássio Gabus Mendes, André Luiz Miranda e Bukassa Kabengele, entre outros atores que compõem os diferentes núcleos da história.
Com uma combinação de romance, conflitos políticos e referências culturais africanas, “A Nobreza do Amor” surge como uma tentativa de renovar o horário das seis da Globo, apostando em uma trama que une tradição do folhetim com elementos pouco explorados na televisão brasileira.
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