Rio Grande do Norte é o pior estado do Brasil para abastecer com etanol, aponta ANP

A conta que orienta o motorista continua simples: dividir o preço do etanol pelo da gasolina; se o resultado ficar abaixo de 0,7, o álcool tende a ser mais vantajoso, mas esse cálculo ainda pode variar conforme o posto de abastecimento.
Abastecer com etanol no RN virou prejuízo, mostram dados nacionais
Crédito: Engin Akyurt por Pixabay

Resumo da Notícia

  • Rio Grande do Norte lidera o ranking nacional de desvantagem no preço do etanol em relação à gasolina, segundo a ANP.
  • O estado registrou a maior diferença entre os combustíveis, com o etanol custando 84% do valor da gasolina.
  • A regra de mercado indica que o etanol só compensa se custar até 70% do preço da gasolina.
  • Apenas Mato Grosso (70%) e Mato Grosso do Sul (69%) apresentaram vantagens reais para o consumidor de etanol.
  • O aumento recente da gasolina, impulsionado pelo petróleo, não alterou a competitividade desfavorável do etanol no RN.
  • O consumidor potiguar não tem alternativa vantajosa no curto prazo, impactando diretamente o bolso.
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Mesmo com a alta recente da gasolina no país, o etanol segue sem competitividade na maior parte dos estados brasileiros — e o Rio Grande do Norte lidera o pior cenário nacional. Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que o estado registrou a maior diferença entre os preços dos combustíveis, tornando o álcool a opção menos vantajosa do país.

Os dados consideram a semana entre 9 e 13 de março, período em que a gasolina teve aumento médio de 2,54%, impulsionada pela valorização do petróleo no mercado internacional em meio à guerra no Oriente Médio.

RN tem a pior relação do país e distancia ainda mais o etanol da vantagem

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Segundo a ANP, o Rio Grande do Norte apresentou relação de 84% entre o preço do etanol e o da gasolina, índice muito acima do limite considerado economicamente viável.

A regra usada no mercado é clara: o etanol só compensa quando custa até 70% do valor da gasolina.

Acima disso, o motorista paga mais por quilômetro rodado — e é exatamente esse o cenário enfrentado no RN, que aparece isolado na pior posição do país.

Mesmo com o aumento de 2,54% na gasolina no período analisado, o etanol não ganhou competitividade. O levantamento nacional mostra que a disparidade continua ampla na maioria dos estados.

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Na prática, o impacto da valorização do petróleo internacional não foi suficiente para equilibrar os preços nos postos.

Apenas dois estados oferecem vantagem real para o etanol

Entre as 26 unidades da federação analisadas pela ANP (o Amapá não entrou por ausência de dados), apenas dois estados ficaram dentro ou abaixo do limite de vantagem:

  • Mato Grosso — 70%
  • Mato Grosso do Sul — 69%
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Ou seja, são os únicos cenários onde o etanol, na média, pode competir diretamente com a gasolina.

Lista completa dos estados e relação etanol x gasolina

Abaixo, os dados detalhados divulgados pela ANP:

  • Acre: 76%
  • Alagoas: 78%
  • Amazonas: 76%
  • Bahia: 75%
  • Ceará: 77%
  • Distrito Federal: 79%
  • Espírito Santo: 77%
  • Goiás: 73%
  • Maranhão: 80%
  • Mato Grosso: 70%
  • Mato Grosso do Sul: 69%
  • Minas Gerais: 75%
  • Pará: 75%
  • Paraíba: 73%
  • Paraná: 71%
  • Pernambuco: 79%
  • Piauí: 77%
  • Rio de Janeiro: 80%
  • Rio Grande do Norte: 84%
  • Rio Grande do Sul: 80%
  • Rondônia: 78%
  • Roraima: 74%
  • Santa Catarina: 76%
  • São Paulo: 71%
  • Sergipe: 73%
  • Tocantins: 78%

Como o motorista deve calcular na prática

Apesar da média estadual, a recomendação continua sendo individual. O cálculo é simples:

👉 Divida o preço do etanol pelo da gasolina
👉 Se o resultado for inferior a 0,7, compensa abastecer com etanol

Em estados próximos do limite, como São Paulo e Paraná (71%), pode haver variação entre postos. No Rio Grande do Norte, porém, a margem é tão alta que a escolha pela gasolina se mantém praticamente inevitável na média.

O que o dado revela para o consumidor do RN

O levantamento da ANP não deixa margem para interpretação: o Rio Grande do Norte é hoje o estado menos vantajoso do Brasil para abastecer com etanol.

Isso significa que, mesmo diante de aumentos na gasolina, o consumidor local segue sem alternativa competitiva no curto prazo — um cenário que pesa diretamente no bolso e limita a liberdade de escolha do motorista.

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