Resumo da Notícia
O Rio Grande do Norte já começou a construir o Hospital Metropolitano, em Emaús, Parnamirim, na Grande Natal.
Com investimento superior a R$ 200 milhões, a unidade é apresentada pelo governo estadual como a maior e mais tecnológica da história do estado e terá papel central na reorganização da assistência pública, com 350 leitos voltados a diversas especialidades de alta complexidade.
As obras tiveram início há cerca de 30 dias e foram vistoriadas nesta quinta-feira (9) pelos secretários estaduais Gustavo Coelho, da Infraestrutura, e Alexandre Motta, da Saúde.
O hospital está sendo erguido às margens da BR-101, no sentido Natal-Parnamirim, nas proximidades da antiga fábrica da Brasinox. A proposta é que a nova estrutura funcione como peça-chave para desafogar o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, hoje referência em urgência e emergência no Rio Grande do Norte.
Como será a estrutura do novo hospital

O projeto integra o Novo PAC do Governo Federal e foi tratado como uma das três prioridades da gestão da governadora Fátima Bezerra junto à Presidência da República. A unidade terá estrutura verticalizada de internamento e áreas administrativas independentes, desenho pensado para ampliar a capacidade operacional do complexo.
Entre os equipamentos e setores previstos estão centro cirúrgico com 14 salas, centro de imagem com dois tomógrafos e equipamentos de ressonância magnética, além de unidade de hemodinâmica, especialidade que, segundo o governo, hoje está restrita ao Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL). O atendimento também abrangerá áreas como trauma, ortopedia e neurocirurgia.
A expectativa do governo é que o Hospital Metropolitano passe a operar como polo regional de alta complexidade, ampliando a cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS) na Grande Natal.
O que muda na rede pública de saúde do RN
Para o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, o novo hospital será decisivo para redistribuir a assistência hospitalar no estado. “Quando tivermos o Hospital Metropolitano funcionando plenamente, vamos desafogar todos os nossos grandes hospitais. O Walfredo Gurgel, que hoje é nosso principal hospital de trauma, passará a ser um hospital de apoio, enquanto a alta complexidade será concentrada aqui”, explicou o secretário.
Motta também reforçou que a unidade não terá impacto apenas sobre a região metropolitana. Segundo ele, o hospital dará suporte à assistência de todo o Rio Grande do Norte, reforçando a rede estadual em procedimentos e atendimentos mais complexos.
Na fase atual, a obra está concentrada na movimentação de terra e na estruturação do canteiro. As fundações devem começar em breve. O secretário de Infraestrutura, Gustavo Coelho, destacou: “O projeto foi elaborado com rigor técnico para oferecer o que há de mais avançado em engenharia e tecnologia hospitalar”. A previsão informada pelo governo é de dois anos para a conclusão total do complexo.
Obra também deve gerar empregos e movimentar a economia

Além do impacto previsto na saúde pública, o governo aponta efeito econômico direto da construção. Segundo Gustavo Coelho, a obra movimenta diferentes segmentos da cadeia da construção civil, do fornecimento de materiais e equipamentos ao transporte.
“Neste momento, toda a cadeia produtiva se movimenta. No pico da construção, esperamos ter mais de 200 trabalhadores diretos empregados aqui no canteiro”, afirmou o secretário. Ele acrescentou que o reflexo sobre os empregos indiretos tende a ser ainda mais amplo na economia local.
A construção do Hospital Metropolitano em Emaús integra um conjunto maior de investimentos estaduais na área da saúde. De acordo com os secretários, também há intervenções em andamento ou recentemente entregues em outras regiões, como as reformas dos hospitais Tarcísio Maia, em Mossoró, Alfredo Mesquita, em Macaíba, Telecila Fontes, em Caicó, e da Policlínica de Canguaretama.
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