O Hospital Regional Deoclécio Marques, em Parnamirim, enfrenta uma grave crise estrutural que compromete diretamente o atendimento aos pacientes e o trabalho diário dos profissionais de saúde. Os dois elevadores da unidade estavam fora de funcionamento, dificultando o transporte interno de pacientes e insumos essenciais.
A situação se agravou na última sexta-feira (31/05), quando o único elevador ainda ativo também apresentou falha, deixando o hospital sem nenhum equipamento operacional.
Não perca nada!
Faça parte da nossa comunidade:
Um dos elevadores já estava quebrado há mais de uma semana, segundo relatos de trabalhadores. Com os dois equipamentos fora de uso, pacientes acamados não conseguem ser deslocados para exames de imagem, unidades de terapia intensiva (UTIs) ou centro cirúrgico, comprometendo tratamentos e procedimentos urgentes. Além disso, setores fundamentais como farmácia e nutrição sofrem para manter a logística de distribuição de medicamentos, materiais e refeições.
O Sindsaúde/RN tem denunciado repetidamente problemas estruturais no hospital, alertando para o risco que situações como essa representam tanto para pacientes quanto para trabalhadores. Em nota, a entidade classificou o cenário como “caótico” e cobrou providências imediatas do governo estadual, solicitando ação direta da governadora Fátima Bezerra (PT) e da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
Resposta da Sesap
Em resposta à denúncia, a Sesap confirmou que os elevadores estão em processo de conserto. Um dos equipamentos já voltou a funcionar no início da tarde desta segunda-feira (02/06), mas o retorno completo da operação depende da chegada de peças específicas vindas de outros estados, o que prolonga o prazo de normalização do serviço.
Este episódio volta a expor a fragilidade da infraestrutura hospitalar pública no Rio Grande do Norte, com impacto direto sobre a assistência prestada em unidades de alta demanda como o Deoclécio Marques, referência em atendimentos de urgência e trauma para toda a região metropolitana de Natal.
