Resumo da Notícia
A investigação sobre o desaparecimento de duas jovens de Bom Jesus, no Rio Grande do Norte, ganhou um desdobramento grave nesta terça-feira (3).
Duas ossadas humanas foram localizadas em uma área de mata às margens da BR-304, no município de Macaíba, na Grande Natal, e a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que os corpos sejam das irmãs que desapareceram no fim de 2025. A confirmação oficial, no entanto, depende de exames periciais e genéticos, que já foram iniciados pela Polícia Científica do RN.
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De acordo com as informações apuradas, os corpos ainda não haviam sido identificados até a última atualização, mas elementos encontrados no local reforçaram a suspeita dos investigadores. As vestimentas localizadas junto às ossadas coincidem com aquelas usadas pelas jovens no dia em que foram vistas pela última vez, o que levou a Polícia Civil a considerar seriamente a possibilidade de se tratar das duas irmãs desaparecidas.
As vítimas são Lidemila Alinny Fernandes de Souza, de 16 anos, e Ana Beatriz Fernandes de Freitas, de 19 anos, que desapareceram em 30 de dezembro de 2025, após saírem da residência onde moravam, em Bom Jesus, sem informar para onde iriam. Desde então, o caso mobilizou familiares, moradores da região e forças de segurança do estado.
Em nota oficial, a Polícia Civil afirmou: “Há a suspeita de que as ossadas possam ser das duas irmãs desaparecidas no município de Bom Jesus, hipótese baseada nas vestimentas encontradas no local. A identificação, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente”. Os corpos foram recolhidos e encaminhados à sede da Polícia Científica, onde passarão por exames periciais detalhados, incluindo análise genética, método que permitirá o reconhecimento formal das vítimas.
Prisões e material apreendido reforçam linhas de investigação
O avanço nas investigações ocorre poucos dias após uma operação policial que resultou na prisão de quatro pessoas, no dia 29 de janeiro, suspeitas de envolvimento no desaparecimento das jovens. A ação foi realizada em endereços no município de Extremoz, na Região Metropolitana de Natal, e também no bairro Lagoa Azul, na Zona Norte da capital potiguar.
Durante a operação, os policiais localizaram um veículo Volkswagen Tera, de cor vermelha, que apresentava sinais evidentes de adulteração. Segundo a Polícia Civil, o automóvel possui vínculo com outros crimes graves investigados na Zona Norte de Natal, o que ampliou o alcance das apurações. No interior do veículo, os agentes encontraram uma arma de fogo.
No mesmo imóvel, também foi apreendida uma mochila contendo mais três armas de fogo, carregadores e munições, reforçando a suspeita de que o local era utilizado para atividades criminosas. Além disso, os policiais encontraram um aparelho celular pertencente a uma das jovens desaparecidas.
Questionado sobre o telefone, um dos suspeitos afirmou possuir um aparelho com características semelhantes e alegou tê-lo adquirido em uma feira livre no bairro Nova Natal, na Zona Norte de Natal. No entanto, a conferência do IMEI, número único que funciona como o “RG” de cada celular, confirmou que o aparelho pertencia a uma das vítimas, contrariando a versão apresentada.
A Polícia Civil informou que a possível motivação do crime ainda não foi divulgada e que o caso segue sob investigação. Novas informações deverão ser tornadas públicas após a conclusão dos laudos periciais, que serão determinantes para esclarecer as circunstâncias das mortes e o grau de envolvimento dos suspeitos presos.
