Resumo da Notícia
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta quinta-feira (30) a operação Hydra para desarticular um grupo criminoso investigado por atuação em Baía Formosa e Canguaretama. A ação teve como foco crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de armas de fogo, com cumprimento de nove mandados de prisão e 12 mandados de busca e apreensão.
A operação contou com apoio da Polícia Militar. Ao todo, participaram do cumprimento dos mandados dois promotores de Justiça, 21 servidores do MPRN e 90 policiais militares.
Durante a ação desta quinta-feira, foram apreendidos aparelhos de telefonia celular, armas de fogo, drogas e instrumentos utilizados na contabilidade do crime. Segundo o material da investigação, esses itens devem complementar o conjunto probatório e ajudar na identificação de possíveis ramificações da organização.
A Hydra é um desdobramento direto das operações Leviatã e Kraken, realizadas anteriormente pelo MPRN. Os alvos foram identificados a partir de provas reunidas em investigações passadas e de dados telemáticos autorizados pela Justiça.
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Os relatórios técnicos apontaram que os suspeitos continuavam mantendo atividades ilícitas mesmo depois das fases anteriores da apuração. As investigações indicaram comercialização de entorpecentes em diversas datas e a existência de uma rede de distribuição organizada.
O grupo também utilizava dispositivos eletrônicos e redes sociais para coordenar ações e monitorar o patrulhamento policial nas comunidades.
O que as operações anteriores revelaram
A primeira base da investigação veio da operação Leviatã, realizada em dezembro de 2024, quando foram apreendidas armas, munições e drogas.
Depois, em agosto de 2025, a operação Kraken resultou na apreensão de smartphones. O conteúdo desses aparelhos forneceu novos indícios de autoria e materialidade, além de permitir o mapeamento da hierarquia e da divisão de tarefas dentro do núcleo investigado.
Com esse material, o MPRN apontou condutas individualizadas e identificou lideranças ligadas à gestão financeira e operacional do tráfico local.
O que os diálogos extraídos indicaram
As mensagens analisadas revelaram negociações de drogas no atacado e fornecimento de armamento para manutenção de domínio territorial.
O MPRN também identificou que algumas das pessoas investigadas já tinham antecedentes criminais ou estavam em cumprimento de pena sob monitoramento eletrônico quando voltaram a delinquir. Esse dado reforçou a linha investigativa de continuidade das atividades criminosas mesmo após operações anteriores.
A operação Hydra, portanto, foi estruturada para atingir um grupo que, segundo a investigação, permanecia ativo nas duas cidades e mantinha organização interna voltada à distribuição de drogas, proteção armada e controle territorial.
