Vanessa Augusta lança “Eu sou o animal da minha mãe”, seu primeiro livro de ficção

O evento será realizado no Mahalila Café e Livros, localizado na Rua Dra. Nívea Madruga, 19, no bairro Lagoa Nova, em Natal, a partir das 19h.
Vanessa Augusta estreia na ficção com “Eu sou o animal da minha mãe” em Natal
Vanessa Augusta estreia na ficção com “Eu sou o animal da minha mãe” em Natal

Resumo da Notícia

  • O lançamento do livro “Eu sou o animal da minha mãe”, de Vanessa Augusta, ocorre nesta quinta-feira (09), no Mahalila Café e Livros, em Natal, com mediação de Regina Azevedo e participação do público.
  • A obra aborda a economia do cuidado, destacando os impactos sociais e emocionais sobre mulheres que dedicam suas vidas a cuidar de familiares, revelando a inversão dos papéis entre mãe e filha.
  • A narrativa utiliza a animalidade como recurso metafórico, retratando a sensação da narradora de ser tratada mais como animal de estimação do que como filha, além de explorar a incomunicabilidade com os pais.
  • Vanessa questiona a visão tradicional da maternidade e destaca as ambivalências presentes na relação materna, apontando para a ausência de amor e de preparo em muitas situações familiares.
  • O evento conta com apoio cultural da Fundação José Augusto, Secretaria Extraordinária de Cultura, Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura e Governo Federal, reforçando o incentivo à produção literária potiguar.
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A escritora potiguar Vanessa Augusta apresenta ao público, nesta quinta-feira (09), no Mahalila Café e Livros, sua obra de estreia na ficção: “Eu sou o animal da minha mãe”. O evento contará ainda com um bate-papo mediado pela também autora Regina Azevedo, ampliando o diálogo sobre literatura contemporânea e experiências pessoais que atravessam a escrita.

O livro mergulha na chamada economia do cuidado, explorando os impactos sociais, emocionais e financeiros enfrentados por mulheres que assumem a responsabilidade de cuidar de outros. A história acompanha a personagem A., cujas lembranças da infância se entrelaçam ao momento em que passa a cuidar da própria mãe já idosa, num processo de inversão de papéis que carrega tensões e silêncios.

Nesse contexto, surge a noção de animalidade, quando a narradora se percebe mais próxima da posição de um animal doméstico do que de filha. Em uma passagem, descreve que, ao obedecer à mãe, “vai sacolejando o rabo”, como um cão submisso que, mesmo diante de agressões, continua fiel. Em outros trechos, a narradora projeta nos pais uma animalidade incompatível e incomunicável, revelando o distanciamento e a dificuldade em se reconhecer no ambiente familiar.

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Reflexões sobre maternidade e ambivalência

Ao falar sobre a motivação da obra, Vanessa afirma: Meu desejo era fugir da ideia de maternidade convencional, aquela que santifica a mãe. Eu sempre quis fugir desse lugar. E quando as mães não amam? E quando as mães não estão preparadas para serem mães? E quando a mãe não cuida?

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A autora destaca a complexidade das relações apresentadas no enredo, observando: Acredito que essa história é bastante ambivalente, porque ressalta as faltas que existem nessa relação, ao mesmo tempo que a filha idealiza como seria ter uma mãe que a amasse. Ou, pelo menos, que a amasse como ela gostaria de ser amada.”

Essa ambivalência conduz o leitor a um terreno onde a falta de respostas e a crueza da narrativa se unem a momentos de beleza poética. Mesmo diante de uma história marcada por dureza, há espaço para a pureza do olhar infantil, que busca mistério e encantamento na vida.

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O lançamento do livro “Eu sou o animal da minha mãe” acontece com o patrocínio da Fundação José Augusto, da Secretária Extraordinária de Cultura do Rio Grande do Norte, pela Lei Paulo Gustavo, além do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

O evento será realizado no Mahalila Café e Livros, localizado na Rua Dra. Nívea Madruga, 19, no bairro Lagoa Nova, em Natal, a partir das 19h. O público terá a oportunidade de dialogar com a autora e adquirir exemplares diretamente no local.

Vanessa mantém também presença ativa em suas redes sociais, como no perfil @vaguta___, onde compartilha reflexões e divulga sua produção literária.

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