Resumo da Notícia
Natal tem quatro trechos de praia impróprios para banho, segundo o boletim de balneabilidade divulgado nesta sexta-feira (3) pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).
Além dos pontos na capital, o documento também aponta mais dois locais sem condições adequadas para banho em Parnamirim e Nísia Floresta, na Região Metropolitana. O resultado tem validade até a próxima quinta-feira (9), já que um novo levantamento será emitido na sexta-feira (10).
O dado mais importante para o banhista é direto: a restrição não atinge todas as praias por completo, mas trechos específicos. Isso faz diferença prática, porque uma mesma praia pode ter área imprópria e, ao mesmo tempo, outros pontos liberados para banho, como ocorre em Ponta Negra.
Quais trechos estão impróprios para banho em Natal e na Grande Natal
De acordo com o boletim, os seis pontos considerados impróprios são os seguintes:
- Ponta Negra (trecho do Morro do Careca), em Natal
- Areia Preta (Escadaria de Mãe Luíza), em Natal
- Praia do Forte, em Natal
- Redinha (trecho do Rio Potengi), em Natal
- Rio Pirangi-Pium (Balneário Pium), em Parnamirim
- Foz do Rio Pirangi, em Nísia Floresta
Ponta Negra está toda imprópria? Não
Não. O próprio boletim deixa claro que há outros trechos aptos para banho na mesma praia, e esse é um ponto importante para evitar leitura errada do documento.
Em Ponta Negra, por exemplo, permanecem próprios para banho os trechos do acesso principal, da Rua C. G. Teixeira – Escadaria e da Rua M. S. Medeiros. Ou seja, a classificação negativa recai sobre o trecho do Morro do Careca, e não sobre toda a faixa da praia.
Essa distinção é essencial porque o boletim trabalha por ponto monitorado, não por uma classificação única de toda a praia ou de todo o município. Para quem pretende sair de casa com esse objetivo, o que vale não é apenas o nome da praia, mas o trecho exato analisado.
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Como o Idema define se a água está própria ou imprópria
A análise usada no boletim considera a quantidade de coliformes termotolerantes, também chamados de coliformes fecais, presentes na água. Esse é o parâmetro utilizado para enquadrar os trechos como próprios ou impróprios para banho.
A classificação segue os critérios fixados por uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que estabelece os parâmetros para definir a qualidade da água destinada ao banho. Isso significa que o boletim não trabalha com avaliação subjetiva, mas com base em medição técnica e regra previamente definida.
O boletim de balneabilidade monitora atualmente 33 pontos de praia ao longo do ano. Esse total é 18 pontos menor do que o acompanhado durante o período de verão.
As áreas monitoradas ficam em Natal, Parnamirim, Nísia Floresta e Extremoz. Esse recorte mostra que o levantamento não se limita à capital e alcança também praias e trechos muito frequentados na Região Metropolitana.
O acompanhamento integra o Programa Água Azul, desenvolvido em parceria entre o Idema, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern).
Esse trabalho conjunto sustenta a emissão periódica dos boletins e dá base técnica para a atualização semanal das condições de banho nas praias e rios monitorados no litoral potiguar.
