Resumo da Notícia
O uso de patinetes elétricos em Natal cresceu rapidamente nos últimos dias, consolidando-se como uma alternativa de mobilidade urbana prática, sustentável e acessível para pequenos trajetos. Mas junto com a novidade, surgiu também um risco que vem preocupando autoridades e usuários: o chamado “golpe do QR Code”, aplicado diretamente nos equipamentos.
Segundo o inspetor Thales Galvão, da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU), criminosos passaram a colar adesivos falsos nos patinetes, contendo QR Codes adulterados. Quando a vítima escaneia o código, acreditando estar acessando o aplicativo oficial, o pagamento não é destinado à empresa responsável pelo serviço, e sim desviado para contas de golpistas. Com isso, a pessoa não consegue desbloquear o patinete e ainda perde a quantia em dinheiro.
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“Já existe relatos de maus elementos usando QR Code falso. E aí, o cidadão que não conhece ainda bem o serviço vai lá, aponta a câmera para o QR Code falso e direciona diretamente para a conta do estelionatário”, explicou o inspetor.
O esquema é simples e eficaz. O criminoso substitui o QR Code original do patinete por uma versão falsa. Dessa forma, quando o usuário tenta liberar o veículo, é levado a uma página que, na prática, realiza a transferência diretamente para o fraudador.
Orientações para os usuários
De acordo com a STTU, a primeira medida de segurança é sempre utilizar o aplicativo oficial da JET, disponível para smartphones. Pelo app, o usuário pode liberar o patinete, pagar com Pix ou cartão de crédito e acompanhar todas as corridas com garantia de que o valor será processado de forma segura.
O órgão também orienta que qualquer suspeita de fraude seja denunciada imediatamente, para que os patinetes adulterados sejam identificados e recolhidos. Além disso, o alerta reforça que cuidados simples podem evitar grandes transtornos: verificar com atenção o QR Code antes de escanear e conferir se o redirecionamento leva ao ambiente oficial do aplicativo.
Como alugar um patinete
O processo de utilização é simples:
- Baixar o aplicativo da JET, disponível gratuitamente para iOS e Android.
- Vincular um cartão de crédito e um número de telefone.
- Escanear o QR Code oficial localizado no guidão do patinete.
- Ao final, estacionar o veículo em uma das estações credenciadas.
Para incentivar a adesão, a JET oferece desconto de 50% nas primeiras viagens para quem se cadastrar usando o código promocional informado no app (https://jetshr.onelink.me/s6Xh/jetinvite).
A popularização dos patinetes elétricos trouxe novas responsabilidades. A STTU tem reforçado que o serviço é destinado exclusivamente a maiores de 18 anos e para deslocamentos individuais, ou seja, não é permitido transportar duas pessoas ao mesmo tempo.
Assim como qualquer outro veículo, os patinetes estão sujeitos às regras de trânsito. Isso significa que dirigir sob efeito de álcool ou substâncias psicoativas é proibido. O capacete não é obrigatório, mas é altamente recomendado, já que pode evitar lesões em caso de acidentes.
Limites técnicos e de circulação
Os patinetes disponibilizados pela JET têm capacidade para até 120 quilos e não devem ser utilizados para transporte de cargas ou atividades de entrega.
Quanto à circulação, a prioridade é o uso em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Na ausência dessas estruturas, e desde que autorizado pelas autoridades locais, os patinetes podem trafegar em ruas com limite de até 40 km/h, sempre no mesmo sentido do tráfego e próximos à borda direita.
Também é permitido o uso em áreas de pedestres, mas com limite de velocidade de 6 km/h, a fim de evitar riscos de colisão.
Travessia e estacionamento
A regra nas travessias é clara: ao se aproximar de uma faixa de pedestres, o condutor deve descer do patinete e empurrar o veículo até concluir a passagem. A medida garante mais segurança e reduz a chance de acidentes.
Quanto ao estacionamento, os usuários precisam utilizar exclusivamente as estações indicadas no aplicativo da JET. É proibido deixar patinetes em locais que atrapalhem a circulação, como calçadas estreitas, rampas de acessibilidade, garagens e faixas de pedestres.
O serviço ainda funciona como projeto piloto em Natal, mas já se mostra bem aceito pela população. Caso a avaliação seja positiva, a iniciativa poderá ser ampliada, com entrada de novas empresas, aumento da concorrência e mais opções para os usuários.
A proposta une tecnologia, praticidade e consciência ambiental, transformando os patinetes em uma ferramenta de mobilidade urbana alinhada a tendências globais.
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