Resumo da Notícia
A 27ª edição do Festival Música Alimento da Alma (MADA) transformou a Arena das Dunas, em Natal, em um grande mosaico da música brasileira contemporânea. Um público estimado em 40 mil pessoas marcou presença nos dois dias do evento, reafirmando o MADA como um dos festivais mais potentes do Nordeste em promover encontros entre o popular e o alternativo, o regional e o urbano, o tradicional e o experimental.
A sexta-feira foi o dia mais cheio da edição. O público respondeu em peso ao som do projeto Dominguinho, formado por Mestrinho, Jota.Pê e João Gomes, que levou à arena um repertório repleto de clássicos do forró. O trio criou momentos de nostalgia e emoção coletiva, transformando a noite em uma celebração da música nordestina.
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Na sequência, Marina Sena fez o show mais completo de sua trajetória no festival. Com um repertório que percorreu os três álbuns da carreira — e foco especial em Coisas Naturais —, a artista apostou em uma performance mais madura, com menos coreografia e mais presença. O resultado foi considerado o show da noite, com público e crítica reagindo de forma calorosa à entrega vocal e à naturalidade da cantora.
Outro ponto alto foi o retorno de Don L ao palco do MADA. O rapper apresentou o espetáculo do álbum Caro Vapor II, mesclando MPB e hip-hop em uma fusão sonora refinada. Canções como Para Kendrick e Kanye — com citações de Milton Nascimento — e Saudade do Mar, que evoca Nana Caymmi, mostraram uma nova fase artística do músico, combinando poesia, crítica e fluidez. O Baile da Amada, com o rapper FEBEM, manteve o clima de energia e vibração, fazendo o público dançar até o fim da noite.
Sábado: força feminina e identidade potiguar
O sábado manteve o ritmo alto, com apresentações marcadas pela pluralidade e maturidade artística. A baiana Rachel Reis estreou no festival com repertório dos álbuns Meu Esquema e Divina Casca, entregando um show vibrante que mesclou axé, samba e pop. Sua presença de palco e a banda completa mostraram uma artista pronta para ocupar os grandes espaços da música brasileira.
O retorno de Liniker foi outro momento marcante. O público acompanhou uma performance mais livre e emocional do que a de 2016. O álbum Caju serviu de base para um espetáculo que alternou romantismo e energia dançante, reafirmando o lugar da cantora como uma das vozes mais fortes da cena contemporânea.
Entre as atrações locais, o destaque foi a banda Sourebel, que entregou um reggae moderno com sotaque potiguar e participações especiais de Gracinha, Cami Santiz e Alê du Black. A apresentação foi apontada como uma das mais carismáticas do festival, equilibrando deboche, presença cênica e sonoridade envolvente.
O público vibrou ainda com o BaianaSystem, que trouxe a catarse característica de suas performances, e com Mano Brown, em show solo que misturou funk, disco e os clássicos dos Racionais MC’s — entre eles Vida Loka e Jesus Chorou, cantados em coro por milhares de vozes.
O MADA encerrou sua 27ª edição reafirmando a identidade plural que o consagrou: um espaço de experimentação, mistura e pertencimento, onde tradição e modernidade coexistem no mesmo palco.
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