Resumo da Notícia
Um ciclista de 55 anos foi atingido por uma motocicleta na manhã de domingo (19) ao atravessar uma faixa de pedestres na Avenida Tomaz Landim, na Zona Norte de Natal. A vítima, o empilhador Edvaldo Gomes, não morreu, mas sofreu fratura no tornozelo e arranhões.
Segundo ele, o motociclista caiu após a colisão, levantou e deixou o local sem prestar socorro. O acidente aconteceu nas proximidades de uma agência do Bradesco e foi registrado por câmeras de segurança.
Depois da batida, Edvaldo disse que não consegue lembrar exatamente como tudo aconteceu. “Eu sai no intervalo do trabalho para ir na casa de um colega para pegar uma encomenda. Não vi a moto. Eu não sei se passei a faixa, quer dizer, só sei porque eu vi o vídeo, mas eu não lembro. Foi um apagão”, contou.
Sobre ter sobrevivido, ele resumiu o sentimento durante entrevista ao Bom Dia Inter: “Eu só tenho a agradecer por estar aqui contando a história”.
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O que as imagens mostram na Avenida Tomaz Landim
As imagens de circuito interno registram toda a sequência da ocorrência. Primeiro, aparece um pedestre acionando a botoeira para atravessar a faixa e aguardando a sinalização. Enquanto isso, Edvaldo passa pela via com a bicicleta e acaba sendo atingido por uma motocicleta que trafega em velocidade pela avenida.
Com o impacto, o ciclista é arremessado para cima, chega a girar no ar e depois cai no chão. O motociclista também cai da moto, mas, segundo o relato da vítima, não permanece no local depois do acidente.
O caso chamou atenção também pelo ponto onde ocorreu. A Avenida Tomaz Landim é uma das principais vias da Zona Norte e concentra fluxo intenso de veículos, o que amplia a gravidade de colisões desse tipo, sobretudo em áreas de travessia.
Como estava o trânsito no momento do atropelamento
No momento da colisão, o semáforo estava aberto para os veículos. Ainda assim, as imagens permitem ver carros parados na faixa da esquerda, enquanto a moto segue pela via e atinge o ciclista.
Esse detalhe ajuda a dimensionar a dinâmica do acidente, porque mostra que a ocorrência se deu em um trecho movimentado, com circulação intensa e sinais visíveis de tráfego organizado no entorno da travessia. O vídeo, nesse sentido, virou peça central para entender a sequência do atropelamento.
Edvaldo revelou que costuma passar sempre pelo local e afirmou que, mesmo quando o sinal está aberto para os veículos, atravessa caso entenda que há segurança suficiente, seja pela distância dos automóveis ou pela ausência de carros na via. Depois da colisão, ele passou a tratar o episódio como um livramento.
Ele disse que considera o fato de não ter morrido uma intervenção divina e afirmou que “nasceu de novo” após o atropelamento. O caso terminou sem morte, mas com lesão no tornozelo, escoriações e uma lembrança interrompida justamente no instante mais violento da ocorrência.
