Resumo da Notícia
A Prefeitura de Natal confirmou a reabertura temporária do Mercado da Redinha, um dos espaços mais simbólicos da Zona Norte, durante o período de maior circulação turística no Rio Grande do Norte. A medida, válida de 22 de dezembro a 22 de fevereiro de 2026, recoloca o equipamento no mapa gastronômico da cidade após meses de portas fechadas, mesmo depois de uma reforma avaliada em R$ 25 milhões.
O funcionamento será coordenado diretamente pelo município, com colaboração técnica do Sesc e Senac, que atuarão na capacitação dos 32 permissionários. Segundo a prefeitura, “uma reunião foi realizada com os permissionários do mercado para discutir o melhor horário de funcionamento e atendimento ao público”. Os trabalhadores são os mesmos que atuavam antes do fechamento e continuam recebendo um auxílio mensal de R$ 1.200, pago pela gestão municipal.
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A parceria prevê orientações técnicas e de gestão sem custo, incluindo capacitação culinária no Hotel Escola Barreira Roxa e treinamentos sobre manejo de valores, precificação, organização de cardápio e controle de estoque. O diretor executivo da Fecomércio, Laumir Barreto, destacou ainda que “o Palco Sesc deverá ser instalado em uma das áreas do Mercado Público para que apresentações culturais sejam realizadas”, reforçando o papel social do equipamento.
Um mercado reformado, mas impedido de funcionar
Apesar de completamente renovado, o Mercado da Redinha permanece fechado desde fevereiro. O espaço foi reaberto por poucas semanas, durante o “Natal em Natal” e o veraneio de janeiro de 2025, mas voltou a ser interditado enquanto a prefeitura buscava concluir a concessão à iniciativa privada — etapa que ainda não avançou.
A tentativa de firmar uma Parceria Público-Privada (PPP) esbarrou na falta de propostas. A primeira licitação foi considerada deserta, sem qualquer empresa interessada em assumir o equipamento. Em seguida, um novo edital foi lançado em março de 2025 para que uma empresa credenciada elaborasse estudos de viabilidade. O relatório foi concluído em setembro.
No entanto, o processo travou quando o Ministério Público ingressou com uma ação que levou a Justiça Federal a determinar a abertura de uma consulta pública sobre o formato proposto para a concessão. Como a análise ainda não tem prazo para ser concluída, todo o processo permanece paralisado.
A reabertura temporária surge, portanto, como uma solução emergencial para evitar que um dos maiores ícones culturais e turísticos da cidade permaneça desativado durante a alta estação, período em que a economia local mais depende da presença de visitantes.

