Resumo da Notícia
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O Rio Grande do Norte será contemplado com 380.814 famílias beneficiadas pelo Gás do Povo, iniciativa lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (4), em Belo Horizonte (MG). O programa garante gratuidade na aquisição do botijão de gás de cozinha e é voltado a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com prioridade para as que recebem o Bolsa Família.
A política pública substituirá o Auxílio Gás, atualmente pago em dinheiro, pela entrega direta do botijão nas revendas credenciadas. A mudança elimina intermediários e utiliza validação eletrônica para liberar a retirada, por meio de um vale digital gerido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
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Ao todo, 15,5 milhões de famílias — cerca de 50 milhões de pessoas — serão atendidas em todas as unidades da federação. A região Nordeste concentra a maior parte dos beneficiários, com mais de 7,1 milhões de famílias. Na sequência aparecem:
- Sudeste: 4,4 milhões
- Norte: 2,1 milhões
- Sul: 1,1 milhão
- Centro-Oeste: 889 mil
Entre os estados com mais de 1 milhão de famílias contempladas, estão: Bahia (1,84 milhão), São Paulo (1,87 milhão), Minas Gerais (1,20 milhão), Rio de Janeiro (1,12 milhão), Pernambuco (1,14 milhão), Ceará (1,13 milhão), Pará (1,11 milhão) e Maranhão (1,01 milhão).
Transição e investimento
Em 2025, o Gás do Povo passará a substituir integralmente o Auxílio Gás, que atualmente atende 5,13 milhões de famílias. O governo estima atingir 100% da meta em março do próximo ano, distribuindo cerca de 65 milhões de botijões por ano.
O investimento previsto é de R$ 3,57 milhões ainda em 2024, chegando a R$ 5,1 bilhões em 2026. A frequência do benefício será proporcional ao tamanho da família:
- 2 integrantes: até 3 botijões/ano
- 3 integrantes: até 4 botijões/ano
- 4 ou mais integrantes: até 6 botijões/ano
Para o presidente Lula, a medida é estratégica no combate às desigualdades.
“Nós estamos assumindo a responsabilidade de que uma pessoa não pode gastar 10% do salário mínimo para comprar gás. A gente vai arcar com a responsabilidade de fazer com que as pessoas mais pobres possam receber o gás de graça”, afirmou.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que o programa combate a pobreza energética e reduz riscos à saúde:
“O Gás do Povo combate a pobreza energética, garante alívio no orçamento das famílias que mais precisam e ainda protege a saúde, principalmente de mulheres e crianças, que utilizam a lenha, álcool e outros materiais inflamáveis e tóxicos.”
Redução do uso de lenha e seus impactos
Dados do IBGE (2022) apontam que 12,7 milhões de famílias usam lenha combinada ao botijão de gás para cozinhar — 17% dos domicílios brasileiros. Dessas, cerca de 5 milhões são de baixa renda. A queima de lenha em ambientes domésticos pode gerar concentrações de poluentes até 33 vezes acima do limite da OMS, aumentando o risco de infecções respiratórias graves em crianças e contribuindo para doenças pulmonares crônicas em mulheres.
Além dos impactos à saúde, o uso da lenha exige 18 horas semanais de coleta, reduzindo o tempo disponível para estudo e frequência escolar de crianças. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE, 2023), o gás liquefeito de petróleo (GLP) já está presente em 91% dos domicílios brasileiros, o que reforça a viabilidade logística do novo modelo.
