Mais de 380 mil famílias no RN terão acesso gratuito ao gás de cozinha com novo programa federal

Na visão do presidente Lula, o programa é uma medida essencial para reduzir desigualdades e garantir dignidade às famílias de baixa renda, assegurando que nenhum trabalhador precise comprometer parte significativa do salário para comprar um botijão de gás.
Mais de 380 mil famílias no RN terão acesso gratuito ao gás de cozinha com novo programa federal
Gás do Povo - Foto: Zedspider / Adobe Stock

Resumo da Notícia


Deprecated: Implicit conversion from float 12.5 to int loses precision in /var/www/portaln10/wp-content/plugins/n10-tools/inc/class-n10-ads-manager.php on line 340

Deprecated: Implicit conversion from float 12.5 to int loses precision in /var/www/portaln10/wp-content/plugins/n10-tools/inc/class-n10-ads-manager.php on line 340

Deprecated: Implicit conversion from float 12.5 to int loses precision in /var/www/portaln10/wp-content/plugins/n10-tools/inc/class-n10-ads-manager.php on line 341

O Rio Grande do Norte será contemplado com 380.814 famílias beneficiadas pelo Gás do Povo, iniciativa lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (4), em Belo Horizonte (MG). O programa garante gratuidade na aquisição do botijão de gás de cozinha e é voltado a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com prioridade para as que recebem o Bolsa Família.

A política pública substituirá o Auxílio Gás, atualmente pago em dinheiro, pela entrega direta do botijão nas revendas credenciadas. A mudança elimina intermediários e utiliza validação eletrônica para liberar a retirada, por meio de um vale digital gerido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Ao todo, 15,5 milhões de famílias — cerca de 50 milhões de pessoas — serão atendidas em todas as unidades da federação. A região Nordeste concentra a maior parte dos beneficiários, com mais de 7,1 milhões de famílias. Na sequência aparecem:

  • Sudeste: 4,4 milhões
  • Norte: 2,1 milhões
  • Sul: 1,1 milhão
  • Centro-Oeste: 889 mil

Entre os estados com mais de 1 milhão de famílias contempladas, estão: Bahia (1,84 milhão), São Paulo (1,87 milhão), Minas Gerais (1,20 milhão), Rio de Janeiro (1,12 milhão), Pernambuco (1,14 milhão), Ceará (1,13 milhão), Pará (1,11 milhão) e Maranhão (1,01 milhão).

Transição e investimento

Em 2025, o Gás do Povo passará a substituir integralmente o Auxílio Gás, que atualmente atende 5,13 milhões de famílias. O governo estima atingir 100% da meta em março do próximo ano, distribuindo cerca de 65 milhões de botijões por ano.

O investimento previsto é de R$ 3,57 milhões ainda em 2024, chegando a R$ 5,1 bilhões em 2026. A frequência do benefício será proporcional ao tamanho da família:

  • 2 integrantes: até 3 botijões/ano
  • 3 integrantes: até 4 botijões/ano
  • 4 ou mais integrantes: até 6 botijões/ano

Para o presidente Lula, a medida é estratégica no combate às desigualdades.

Nós estamos assumindo a responsabilidade de que uma pessoa não pode gastar 10% do salário mínimo para comprar gás. A gente vai arcar com a responsabilidade de fazer com que as pessoas mais pobres possam receber o gás de graça”, afirmou.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que o programa combate a pobreza energética e reduz riscos à saúde:

O Gás do Povo combate a pobreza energética, garante alívio no orçamento das famílias que mais precisam e ainda protege a saúde, principalmente de mulheres e crianças, que utilizam a lenha, álcool e outros materiais inflamáveis e tóxicos.”

Redução do uso de lenha e seus impactos

Dados do IBGE (2022) apontam que 12,7 milhões de famílias usam lenha combinada ao botijão de gás para cozinhar — 17% dos domicílios brasileiros. Dessas, cerca de 5 milhões são de baixa renda. A queima de lenha em ambientes domésticos pode gerar concentrações de poluentes até 33 vezes acima do limite da OMS, aumentando o risco de infecções respiratórias graves em crianças e contribuindo para doenças pulmonares crônicas em mulheres.

Além dos impactos à saúde, o uso da lenha exige 18 horas semanais de coleta, reduzindo o tempo disponível para estudo e frequência escolar de crianças. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE, 2023), o gás liquefeito de petróleo (GLP) já está presente em 91% dos domicílios brasileiros, o que reforça a viabilidade logística do novo modelo.

Deixe um comentário

Seu e‑mail não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.