Dona de pitbull que matou trabalhador em Extremoz é presa sob suspeita de ter provocado o ataque

A vítima realizava um serviço de limpeza no terreno da residência quando foi atacada pelo pitbull, sofrendo ferimentos graves na perna direita que provocaram intenso sangramento e levaram à morte ainda no local.
Pitbull mata trabalhador em Extremoz e polícia prende tutora sob suspeita de provocar ataque
Pitbull mata trabalhador em Extremoz e polícia prende tutora sob suspeita de provocar ataque — Foto: Inter TV Cabugi

Resumo da Notícia

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A investigação sobre a morte de um trabalhador atacado por um cachorro da raça pitbull na Região Metropolitana de Natal ganhou um novo e grave desdobramento neste domingo (8). A tutora do animal foi presa por suspeita de ter provocado o ataque que resultou na morte do homem, crime ocorrido dois dias antes, na última sexta-feira (6), em Extremoz.

De acordo com a Polícia Civil, novos elementos surgiram no curso da investigação, o que levou a autoridade policial responsável pelo caso a solicitar à Justiça um mandado de prisão temporária contra a mulher. A decisão foi tomada após uma testemunha procurar os investigadores e apresentar um conjunto de provas.

Entre os materiais entregues à polícia estão fotografias, áudios e capturas de tela de conversas, que passaram a integrar o inquérito. Segundo a corporação, os indícios indicam que a investigada teria provocado a morte da vítima.

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A Polícia Civil informou ainda que o conteúdo analisado aponta para uma possível motivação grave por trás do episódio. De acordo com o material apresentado, o fato teria sido motivado por razões xenofóbicas e racistas, informou a Polícia Civil.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores diz respeito ao atendimento à vítima após o ataque. Conforme os elementos analisados, a investigada pode ter retardado deliberadamente o acionamento do socorro médico, situação que pode ter agravado o quadro de ferimentos sofridos pelo trabalhador.

Em nota oficial, a corporação detalhou a justificativa da medida judicial.

Diante da gravidade das informações apresentadas, a autoridade policial representou pela prisão temporária da investigada, medida considerada necessária para o aprofundamento das investigações e para o esclarecimento completo das circunstâncias do fato, informou a corporação.

A investigação permanece em andamento.

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O ataque que terminou em morte

O caso aconteceu na sexta-feira (6), em uma residência localizada na Rua Marechal Cunha Machado, no conjunto Portal do Sol, no município de Extremoz, na Grande Natal.

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Segundo informações iniciais apuradas pelas autoridades, a vítima havia sido chamada pela proprietária do imóvel para realizar um serviço de limpeza no terreno da casa, retirando mato da área.

Após concluir o trabalho, vizinhos relataram ter ouvido gritos de pedido de socorro vindos da residência.

O homem havia sido atacado pelo pitbull que estava na propriedade. O animal atingiu a vítima principalmente na perna direita, provocando um ferimento grave e intenso sangramento.

Quando equipes de emergência chegaram ao local, o trabalhador já não apresentava sinais de vida. Marcas de sangue ficaram espalhadas pela área externa da residência.

Durante o atendimento da ocorrência, a tutora do animal acabou detida inicialmente por outro motivo. Segundo a Polícia Civil, ela reagiu de forma agressiva durante a abordagem policial, o que levou à condução pelo crime de resistência após agressão a uma policial militar. Apesar da detenção naquele momento, a mulher foi liberada posteriormente.

O cachorro responsável pelo ataque foi contido pelo Corpo de Bombeiros, que conseguiu isolá-lo dentro de um dos quartos da casa para evitar novos riscos.

Com a chegada das novas informações apresentadas à Polícia Civil, o caso passou a ser tratado sob outra perspectiva investigativa. A partir dos indícios reunidos, a Justiça autorizou a prisão temporária da suspeita para aprofundamento das apurações.

Investigação segue em curso

O inquérito policial ainda busca esclarecer todas as circunstâncias que levaram ao ataque e à morte do trabalhador. A Polícia Civil analisa os materiais recebidos da testemunha e avalia o conjunto de evidências para entender se houve, de fato, provocação intencional do animal.

A prisão temporária da investigada tem como objetivo garantir o avanço das investigações e permitir que os policiais reconstituam com precisão o que ocorreu na residência.

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