O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Norte (CRMV-RN) anunciou que está investigando um incidente envolvendo um médico-veterinário que teria causado uma parada respiratória em um filhote da raça Beagle durante uma atividade acadêmica realizada em Mossoró.
A denúncia, que rapidamente se espalhou pelas redes sociais, provocou forte reação de entidades de proteção animal e indignação pública. Em resposta, o CRMV-RN emitiu uma nota oficial informando o início da apuração dos fatos, dentro dos limites de sua competência legal. O Conselho reafirmou seu compromisso com a ética profissional e o bem-estar animal, pilares da atuação da medicina veterinária.
Não perca nada!
Faça parte da nossa comunidade:
Em seu comunicado, o CRMV-RN assegurou que “providências serão tomadas com responsabilidade, seguindo os trâmites legais, sempre garantindo o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório”. A entidade ressaltou que não tolerará práticas que violem os princípios da profissão, e que permanece vigilante para garantir que a medicina veterinária no estado seja exercida em conformidade com os padrões éticos e legais.
A Universidade Potiguar (UnP), onde o procedimento foi realizado durante um curso, também se manifestou. A instituição informou que o veterinário em questão não faz parte de seu corpo docente e que abriu uma apuração interna para esclarecer o ocorrido.
Câmara Municipal de Mossoró se Manifesta
O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, vereador Genilson Alves (União Brasil), também se pronunciou sobre o caso. Em nota divulgada em suas redes sociais, Alves classificou o episódio como uma “grave violação do bem-estar animal”, passível de ser enquadrado como maus-tratos, conforme a legislação vigente.
O vereador destacou a importância da avaliação prévia de procedimentos envolvendo animais pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA), requisito que, segundo ele, aparentemente não foi cumprido neste caso. “Diante da gravidade dos fatos, cobramos a imediata apuração e a devida responsabilização dos envolvidos. Não é aceitável que procedimentos cruéis sejam naturalizados no ambiente acadêmico ou em qualquer outra esfera”, afirmou Genilson.
Alves convocou uma reunião da Comissão de Meio Ambiente, Mudança do Clima e Proteção Animal da Câmara para discutir o caso e encaminhar pedidos de esclarecimentos ao CRMV e outros órgãos responsáveis. O objetivo é acompanhar de perto a apuração dos fatos e garantir que todas as medidas legais cabíveis sejam tomadas.