Resumo da Notícia
O Rio Grande do Norte criou 77.787 empregos com carteira assinada entre janeiro de 2023 e novembro de 2025, desempenho que acompanha um movimento nacional histórico de expansão do mercado formal de trabalho.
No mesmo período, o Brasil ultrapassou 5 milhões de novos vínculos formais, segundo dados do Novo Caged, divulgados no fim de dezembro pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Com esse resultado, o estoque de empregos formais no estado saltou de 479.424 vínculos ao final de 2022 para 557.211 em novembro de 2025, consolidando uma trajetória de crescimento consistente. Apenas no 11º mês do ano passado, o saldo foi positivo em 1.548 vagas.
No recorte por atividade econômica, todos os cinco grandes grupamentos pesquisados registraram saldo positivo no Rio Grande do Norte no acumulado de 2023 até novembro de 2025. O setor de Serviços foi o principal motor da expansão, com 35.793 novas vagas formais, reflexo da retomada e da diversificação das atividades econômicas no estado. Na sequência aparecem o Comércio, com 15.461 postos, a Indústria, responsável por 12.194 vínculos, a Construção, com 10.477 vagas, e a Agropecuária, que abriu 3.844 empregos no período.
Esse desempenho reforça o papel dos serviços como eixo central da geração de renda e ocupação formal no RN, ao mesmo tempo em que evidencia a contribuição relevante de setores tradicionalmente mais sensíveis ao ciclo econômico, como indústria e construção.
Natal, Mossoró e Parnamirim concentram os maiores saldos
A distribuição territorial dos empregos revela forte concentração nos principais polos urbanos do estado. Natal liderou a geração de empregos formais, com 25.953 novos vínculos entre 2023 e novembro de 2025. Em seguida, aparecem Mossoró, com 13.676 empregos, e Parnamirim, que registrou saldo positivo de 8.749 vagas.
Os números indicam que os maiores centros urbanos seguem como vetores do crescimento do emprego formal, beneficiados pela maior diversidade econômica, oferta de serviços, comércio estruturado e presença de atividades industriais e administrativas.
Perfil dos trabalhadores: jovens, homens e ensino médio completo
O recorte por gênero mostra que a maioria dos empregos formais gerados no período foi ocupada por homens, totalizando 46.361 vínculos, enquanto as mulheres ocuparam 31.426 postos. Já na análise por faixa etária, o destaque é ainda mais expressivo: jovens de 18 a 24 anos preencheram 51.844 novos empregos formais, evidenciando o papel do mercado de trabalho como porta de entrada para a população mais jovem.
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Quanto ao grau de instrução, pessoas com ensino médio completo concentraram a maior parte das vagas, ocupando 61.604 postos no estado. O dado reforça a centralidade desse nível de escolaridade como requisito predominante para o acesso ao emprego formal no RN.
Cenário nacional reforça contexto positivo
No plano nacional, o desempenho do Rio Grande do Norte está inserido em um cenário de forte expansão do emprego formal. Entre janeiro de 2023 e novembro de 2025, o Brasil criou 5.028.124 postos com carteira assinada, superando a marca de 5 milhões de novos vínculos. Apenas em novembro do ano passado, o saldo foi positivo em 85.864 empregos, resultado de 1.979.902 contratações e 1.894.038 desligamentos.
Com isso, o país atingiu 49,09 milhões de vínculos formais ativos, o maior estoque da série histórica do Novo Caged, consolidando um patamar recorde de formalização.
Acumulado recente e setores em destaque no Brasil
No acumulado de janeiro a novembro de 2025, foram criados 1,89 milhão de vínculos formais no país, com saldo positivo em todos os grandes grupamentos econômicos. Em 2023, o saldo foi de 1,455 milhão de empregos, enquanto 2024 fechou com 1,678 milhão, demonstrando continuidade no crescimento.
O setor de Serviços liderou em 2025, com 1.038.470 novos postos (+4,5%), impulsionado especialmente por atividades de informação, comunicação, finanças, setor imobiliário, atividades profissionais e administrativas (+409.148), além de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (+317.540). O Comércio acumulou +299.615 vagas (+2,8%), a Indústria registrou +279.614 postos, a Construção criou +192.176 empregos, e a Agropecuária fechou o período com +85.276 vínculos formais, mantendo saldo positivo em todos os segmentos.