Com salários atrasados, merendeiras da rede estadual do RN entram em greve

Com salários atrasados, merendeiras da rede estadual do RN entram em greve
Merendeiras fizeram protesto em Natal nesta quinta-feira (20) - Foto: Sindhoteleiros / Reprodução

Servidoras responsáveis pela alimentação nas escolas estaduais do Rio Grande do Norte cruzaram os braços nesta quinta-feira, 20 de fevereiro, reivindicando o pagamento integral de seus salários referentes ao mês de janeiro. A paralisação, liderada pelo Sindhoteleiros, sindicato que representa a categoria, afeta diversas unidades de ensino em todo o estado. 

A insatisfação das merendeiras, contratadas através da empresa JMT, não se restringe apenas ao salário pendente. Segundo o sindicato, há também atrasos significativos no recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), no pagamento do auxílio-alimentação, auxílio-transporte e outros direitos trabalhistas garantidos por lei, como as férias.

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Em Natal, a greve ganhou visibilidade com um protesto realizado em frente à Escola Estadual Anísio Teixeira, localizada no bairro de Petrópolis. As manifestantes denunciaram a situação precária e a falta de amparo, evidenciando a crise enfrentada pelas profissionais. 

A mobilização não se concentrou apenas na capital potiguar. Cidades como Ceará-Mirim, Espírito Santo e Várzea também registraram atos, demonstrando a abrangência do movimento e a insatisfação generalizada da categoria.

A Secretaria Estadual de Educação, Esporte e Lazer (Seec) informou que o pagamento referente ao contrato com a JMT foi realizado em 25 de janeiro, transferindo a responsabilidade pelo pagamento dos salários diretamente à empresa. A JMT, por sua vez, declarou que o pagamento das merendeiras deve ser efetuado ainda nesta quinta-feira.

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A paralisação das merendeiras ocorre em um momento delicado para a educação estadual, já que os professores da rede estadual do RN aprovaram indicativo de greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte), que reivindica a aplicação do reajuste do piso nacional do magistério para toda a carreira.

Os sindicalistas alegam que o governo estadual tem se mostrado relutante em aplicar o reajuste de 6,27% para toda a carreira, conforme previsto em lei estadual de 2006. A gestão estadual, por sua vez, argumenta que uma decisão judicial impede o pagamento retroativo do reajuste de 2023, garantindo o aumento apenas para quem recebe abaixo do piso salarial de R$ 4.867,77.

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