Cinco reservatórios sangram após chuvas no RN; Igarn aponta recarga em 41 mananciais e alerta para 18 ainda abaixo de 10%

Entre as recargas mais expressivas, o açude público de Encanto saltou de 57,14% para 92,28% da capacidade, enquanto o açude Corredor, em Antônio Martins, avançou de 16,94% para 47,96%, e o Lulu Pinto, antes seco, passou a registrar 10,11%.
Sangria do açude Tesoura, em Francisco Dantas
Sangria do açude Tesoura, em Francisco Dantas — Foto: Divulgação/Igarn

Resumo da Notícia

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As chuvas registradas no Rio Grande do Norte elevaram o volume de 41 reservatórios monitorados pelo Igarn e fizeram cinco mananciais atingirem 100% da capacidade, segundo o Relatório dos Volumes dos Reservatórios divulgado nesta terça-feira (7).

Entraram em sangria os açudes Campo Grande, em São Paulo do Potengi; Tesoura, em Francisco Dantas; o açude público de Riacho da Cruz; Malhada Vermelha, em Severiano Melo; e o açude público de Marcelino Vieira. Apesar da melhora, o levantamento também mostra que 18 reservatórios ainda seguem com menos de 10% da capacidade total, o que mantém o cenário de atenção em parte do estado.

O monitoramento abrange 69 mananciais responsáveis pela segurança hídrica dos municípios potiguares.

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Quais reservatórios atingiram 100% e entraram em sangria no RN

Os cinco reservatórios que chegaram ao limite da capacidade no período comparado ao levantamento anterior, publicado em 30 de março, foram:

  • Campo Grande, em São Paulo do Potengi, com sangria registrada em 31 de março
  • Tesoura, em Francisco Dantas, com sangria em 2 de abril
  • Açude público de Riacho da Cruz, também com sangria em 2 de abril
  • Malhada Vermelha, em Severiano Melo, que começou a sangrar na segunda-feira (6)
  • Açude público de Marcelino Vieira, também com início de sangria na segunda-feira (6)

Quais reservatórios tiveram as recargas mais expressivas

Entre os mananciais com crescimento mais forte, o destaque foi o açude público de Encanto, que teve aumento de 35,14% no volume acumulado. O reservatório agora registra 4.791.852 m³, o equivalente a 92,28% da capacidade total, que é de 5.192.538 m³. No relatório anterior, aparecia com 2.967.104 m³, ou 57,14%.

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Outro avanço importante foi observado no açude Corredor, em Antônio Martins, que subiu 31,02%. O manancial acumula atualmente 2.226.857 m³, o que corresponde a 47,96% da capacidade total de 4.643.000 m³. No fim de março, o volume era de 786.376 m³, ou 16,94%.

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Também chama atenção o caso do açude Lulu Pinto, que estava seco no levantamento anterior e agora passou a registrar 169.289 m³, correspondentes a 10,11% da capacidade total de 1.674.070 m³.

Como estão os maiores reservatórios do estado

Entre os maiores mananciais do Rio Grande do Norte, a barragem Santa Cruz do Apodi teve aumento de 4,53%, saindo de 322.277.030 m³ (53,74%) para 349.470.875 m³, o que representa 58,27% da capacidade total de 599.712.000 m³.

A barragem de Oiticica passou a acumular 307.240.091 m³, equivalentes a 41,37% da capacidade total de 742.632.840 m³. No relatório do fim de março, o reservatório registrava 276.762.539 m³, ou 37,27%.

Já a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do estado, teve crescimento mais discreto, de 0,09%. O volume atual é de 981.009.283 m³, o que corresponde a 41,34% da capacidade total de 2.373.066.000 m³. No relatório anterior, o manancial estava com 978.936.605 m³, ou 41,25%.

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Quais reservatórios ainda seguem em situação mais crítica

Mesmo com a recarga registrada em 41 mananciais, o relatório do Igarn aponta que 18 reservatórios permanecem abaixo de 10% da capacidade total. São eles:

Itans, em Caicó (0,05%); Sabugi, em São João do Sabugi (3,98%); Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,03%); Esguicho, em Ouro Branco (7,73%); Bonito II, em São Miguel (7,82%); Dourado, em Currais Novos (5,15%); Apanha Peixe, em Caraúbas (3,13%); Gangorra, em Rafael Fernandes (3,00%); Jesus Maria José, em Tenente Ananias (1,48%); Beldroega, em Paraú (5,08%); Tourão, em Patu (3,94%); Zangarelhas, em Jardim do Seridó (6,41%); Alecrim, em Santana do Matos (8,00%); Brejo, em Olho D’Água do Borges (1,04%); 25 de Março, em Pau dos Ferros (7,74%); São Gonçalo, em São Francisco do Oeste (7,07%); Mundo Novo, em Caicó, que permanece seco; e Inspetoria, em Umarizal (4,29%).

O dado mostra que, embora o período recente de chuvas tenha produzido efeitos positivos e até sangria em alguns pontos, a recuperação hídrica ainda é desigual no território potiguar.

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