Igor Cabral, preso por espancar namorada em Natal, denuncia agressão dentro de unidade prisional

Suposta agressão teria sido cometida por policiais penais que estavam de plantão na unidade prisional onde Igor está custodiado.
Igor Cabral, preso por espancar namorada em Natal, denuncia agressão dentro de unidade prisional
Igor Cabral - Foto: Reprodução

Resumo da Notícia

A Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (Seap) confirmou neste sábado (2) que apura uma denúncia de agressão contra Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, dentro da unidade onde está preso preventivamente.

Ele é acusado de agredir brutalmente a namorada, Juliana Garcia, no dia 26 de julho, em Natal. Segundo a Seap, o fato teria ocorrido na Cadeia Pública Dinorá Simas Lima Deodato, em Ceará-Mirim, onde o ex-jogador de basquete foi transferido recentemente.

A denúncia foi recebida pela Seap na noite da sexta-feira (1º). A suspeita é de que policiais penais teriam praticado a agressão contra Igor Cabral. Assim que tomou conhecimento da situação, a pasta enviou equipes da Coordenadoria da Administração Penitenciária e da Ouvidoria do Sistema Penitenciário à unidade prisional para averiguar os fatos.

Igor foi encaminhado para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil, onde registrou ocorrência, e posteriormente foi submetido a exame de corpo de delito no Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep). A investigação será conduzida pela Polícia Civil do RN e, paralelamente, a Corregedoria do Sistema Prisional foi acionada e iniciou um procedimento interno, conforme previsto em sua competência legal.

Em nota oficial, a Seap reforçou que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para apurar rigorosamente a denúncia. A secretaria também informou que qualquer violação de direitos dentro do sistema prisional será tratada com a devida seriedade, respeitando os princípios legais e os direitos humanos.

Motivo da transferência e condições de custódia

Igor Cabral havia sido transferido para a Cadeia Pública Dinorá Simas justamente para preservar a integridade física do detento e garantir a ordem na unidade. De acordo com a Seap, ele foi alocado em uma ala de segurança adequada ao seu perfil e à gravidade do caso.

A secretaria esclareceu que todas as transferências no sistema prisional seguem critérios técnicos, que consideram não apenas a segurança do preso, mas também o equilíbrio operacional das unidades e a estabilidade institucional.

Histórico de Igor Cabral e o caso de violência

Igor Eduardo Pereira Cabral é conhecido por ter feito parte da seleção brasileira de basquete 3×3, tendo disputado campeonatos mundiais e figurado nos registros oficiais da Liga Nacional de Basquete e dos Jogos Olímpicos. Após a repercussão do crime, ele retirou suas redes sociais do ar.

A prisão preventiva foi decretada após a divulgação de imagens em que Igor agride violentamente a namorada, Juliana Garcia, no condomínio onde ela reside, em Natal. A câmera de segurança flagrou o momento em que ele a golpeia com socos, causando ferimentos graves no rosto da vítima. Juliana foi socorrida imediatamente e, nesta sexta-feira (1º), passou por cirurgia de reconstrução facial no Hospital Universitário Onofre Lopes, vinculado à UFRN.

A vítima, Juliana Garcia, permanece sob cuidados médicos após a cirurgia realizada na unidade hospitalar federal. A equipe médica informou que a paciente foi submetida a uma complexa reconstrução facial, mas ainda não há previsão para alta. Familiares pedem por justiça e proteção diante do risco de revitimização, enquanto acompanham a evolução do estado de saúde da jovem.

Em depoimento prestado à Polícia Civil, Igor Cabral alegou ter sofrido um “surto claustrofóbico” dentro do elevador do prédio onde ocorreram as agressões. Segundo ele, a crise foi desencadeada após uma discussão com Juliana, que teria o xingado e rasgado sua camisa. Mesmo com essa justificativa, as imagens mostram agressões diretas e intensas, incompatíveis com qualquer reação de defesa.

A reportagem do Portal N10 tentou contato com a defesa de Igor Cabral, mas até o momento não houve manifestação oficial. Com a denúncia de agressão dentro da cadeia, o caso ganha mais um desdobramento judicial e disciplinar.

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