Resumo da Notícia
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu as novas tarifas de energia para os mais de 1,6 milhão de clientes da Neoenergia Cosern no Rio Grande do Norte.
O reajuste passa a vigorar a partir desta quarta-feira (22) e começará a ser percebido pelos consumidores nas contas de luz de maio. O efeito médio para o consumidor será de 5,40%.
O impacto não será igual para todos os perfis de consumo. Para os clientes de baixa tensão, grupo que concentra a maior parte das unidades residenciais, o efeito médio será de 3,74%. Já os consumidores de alta tensão, como indústrias e parte do comércio de médio e grande porte, terão variação média de 10,90%. No caso específico dos consumidores residenciais B1, o índice informado foi de 3,52%.
Segundo os dados divulgados, os custos com encargos setoriais contribuíram com 1,73% no índice de reajuste. Já os custos com transmissão e geração de energia responderam por 2,56%, somando 4,29%.
Escolha o Portal N10 como fonte de confiança
Adicione o Portal N10 às suas Fontes Preferidas e acompanhe nosso perfil para receber mais notícias quando o assunto estiver em alta.
Os componentes financeiros tiveram efeito de 1,95% no índice final. O reajuste também contou com repasse antecipado de recursos a serem recebidos da Conta de Desenvolvimento Energético, decorrentes do Uso do Bem Público (UBP), nos termos previstos no artigo 4º da Lei 15.235/2025, medida citada para amenizar o impacto do aumento.
O que pesa na conta de energia
Na composição da tarifa, a Neoenergia Cosern informou que a parte destinada diretamente à distribuidora representa fatia menor do valor final pago pelo consumidor. Do total cobrado na fatura, 34,24% são destinados aos custos de compra e transmissão de energia.
Os tributos, incluindo encargos setoriais e impostos, seguem com peso elevado e representam 37,38% do valor total da conta. Já a distribuidora fica com 28,38% para cobrir operação, manutenção, administração do serviço e investimentos.
A própria empresa detalhou esse peso com um exemplo prático: em uma conta de R$ 100,00, R$ 28,38 ficam efetivamente com a distribuidora para operar, manter e expandir o sistema elétrico nas 167 cidades atendidas no estado.
O que muda para o consumidor potiguar
Na prática, o reajuste aprovado pela Aneel redefine os percentuais cobrados pela Cosern e altera o valor pago pelos consumidores a partir do próximo ciclo de faturamento. Como o novo índice já está em vigor desde esta quarta-feira, o reflexo começará a aparecer nas faturas emitidas em maio.
O dado mais importante para o consumidor residencial é que o reajuste médio da baixa tensão ficou abaixo do índice médio geral, embora a conta continue pressionada por custos de geração, transmissão, encargos e tributos, que concentram a maior parte da composição tarifária.
