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RN ganha 8,5 mil habitantes em 2026, apesar de nova queda da população de Natal

Estimativa do IBGE aponta 3,46 milhões de moradores no estado; capital perdeu mais de mil habitantes em um ano, enquanto cidades da Região Metropolitana continuaram crescendo.
Ponta Negra, na zona Sul de Natal
Ponta Negra, na zona Sul de Natal - Crédito: Nexa / Adobe Stock

Resumo da Notícia

  • O Rio Grande do Norte tem 3.463.737 habitantes na estimativa populacional de 2026 divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (28).
  • Na estimativa oficial de 2025, o estado tinha 3.455.236 habitantes, o que representa aumento de 8.501 pessoas em um ano, e não redução.
  • Natal seguiu caminho diferente e perdeu 1.053 habitantes, passando de 784.249 para 783.196 moradores.
  • Dos 167 municípios potiguares, 57 apresentaram redução na população estimada, mas o crescimento das demais cidades fez o total estadual aumentar.
  • Parnamirim chegou a 273.952 habitantes e continua se aproximando de Mossoró, que tem 279.100; a diferença entre as duas caiu para pouco mais de 5 mil moradores.

O Rio Grande do Norte ganhou 8.501 habitantes entre as estimativas populacionais de 2025 e 2026, segundo os números oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado chegou a 3.463.737 moradores, diante dos 3.455.236 registrados na estimativa publicada no ano passado.

O avanço estadual ocorre apesar de uma nova redução populacional em Natal e da queda registrada em outros 56 municípios. A capital passou de 784.249 habitantes em 2025 para 783.196 neste ano, uma diminuição de 1.053 pessoas.

Os números têm como referência 1º de julho de 2026 e fazem parte das Estimativas da População divulgadas anualmente pelo IBGE. Além de oferecerem um retrato atualizado da distribuição dos moradores pelo território brasileiro, esses dados são utilizados em cálculos relacionados às transferências de recursos para estados e municípios.

A comparação exige atenção porque a redução observada em Natal e em dezenas de municípios não significa que o Rio Grande do Norte, como um todo, tenha perdido população. Somados, os municípios que cresceram compensaram essas quedas e elevaram o total estadual em aproximadamente 0,25%.

Natal perde moradores pelo segundo ano consecutivo

Natal permanece, com ampla vantagem, como a cidade mais populosa do Rio Grande do Norte, mas voltou a registrar redução no número estimado de moradores.

A capital tinha 784.249 habitantes na estimativa de 2025 e agora aparece com 783.196, diferença negativa de 1.053 pessoas.

No levantamento do ano passado, Natal já havia apresentado perda populacional e permanecido como o município mais populoso do estado. A nova estimativa confirma a continuidade desse movimento, enquanto municípios próximos à capital seguem aumentando de tamanho.

Essa dinâmica ajuda a mostrar que a evolução populacional da Região Metropolitana não pode ser analisada apenas pelo número de habitantes de Natal. Parte importante do crescimento ocorre atualmente em cidades vizinhas, especialmente Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Extremoz.

Parnamirim se aproxima cada vez mais de Mossoró

Mossoró continua sendo o segundo município mais populoso do Rio Grande do Norte, com 279.100 habitantes, mas Parnamirim reduziu novamente a distância.

A cidade da Região Metropolitana chegou a 273.952 moradores. A diferença entre as duas é agora de apenas 5.148 pessoas.

Em 2025, Mossoró tinha 278.587 habitantes e Parnamirim, 271.713. Isso significa que, em um ano, Mossoró ganhou 513 moradores na estimativa, enquanto Parnamirim cresceu em 2.239 pessoas.

Mantido esse ritmo, a distância populacional entre as duas cidades continuará diminuindo, embora não seja possível determinar antecipadamente quando ou se Parnamirim ultrapassará Mossoró. As estimativas são atualizadas anualmente e dependem de tendências demográficas que podem mudar ao longo do tempo.

São Gonçalo do Amarante também permanece acima da marca dos 100 mil habitantes, chegando a 125.691 pessoas em 2026.

Extremoz continua avançando na Grande Natal

Outro destaque é Extremoz, cuja população estimada chegou a 70.452 habitantes.

No ano passado, eram 68.584 moradores. A diferença é de 1.868 pessoas em apenas um ano, reforçando o avanço populacional observado nas áreas próximas a Natal.

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Macaíba aparece na sequência, com 87.634 habitantes, enquanto Ceará-Mirim soma 83.662.

Os números mostram uma distribuição cada vez mais significativa da população na Região Metropolitana. Enquanto a capital encolhe, algumas cidades do entorno absorvem novos moradores e ampliam sua participação na população estadual.

Esse movimento tem consequências práticas para planejamento urbano, transporte, habitação, saúde e educação, porque a demanda por serviços públicos acompanha a redistribuição da população entre os municípios.

Veja as dez cidades mais populosas do RN em 2026

Segundo a nova estimativa do IBGE, os municípios com maior população são:

  1. Natal — 783.196 habitantes
  2. Mossoró — 279.100
  3. Parnamirim — 273.952
  4. São Gonçalo do Amarante — 125.691
  5. Macaíba — 87.634
  6. Ceará-Mirim — 83.662
  7. Extremoz — 70.452
  8. Caicó — 63.338
  9. Assú — 59.278
  10. São José de Mipibu — 50.386

Somados, esses dez municípios concentram pouco mais de 54% da população potiguar.

O ranking também evidencia a concentração demográfica em torno de Natal. Seis das dez cidades mais populosas — Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Ceará-Mirim e Extremoz — integram a Região Metropolitana.

Viçosa continua sendo o menor município do estado

Na outra extremidade da lista está Viçosa, que permanece como o município menos populoso do Rio Grande do Norte, agora com estimativa de 1.909 habitantes.

Em seguida aparecem João Dias, com 2.054 moradores, e Ipueira, com 2.090.

Os dez menores municípios são:

  1. Viçosa — 1.909
  2. João Dias — 2.054
  3. Ipueira — 2.090
  4. Galinhos — 2.159
  5. Monte das Gameleiras — 2.347
  6. Bodó — 2.357
  7. Taboleiro Grande — 2.411
  8. Timbaúba dos Batistas — 2.428
  9. Jardim de Angicos — 2.483
  10. Pedra Preta — 2.491

As diferenças populacionais dentro do próprio estado são expressivas. Natal tem uma população mais de 400 vezes superior à de Viçosa, embora os dois municípios estejam submetidos à mesma estrutura federativa de administração municipal.

Por que a estimativa do IBGE importa para os municípios

Os números divulgados anualmente pelo IBGE não servem apenas para acompanhar se uma cidade ganhou ou perdeu moradores.

As estimativas são utilizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em cálculos relacionados ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) e ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além de servirem como referência para indicadores econômicos e sociais.

Órgãos públicos também utilizam a população estimada para planejamento de serviços e políticas em áreas como saúde, educação, saneamento, transporte e assistência social.

O cálculo anual combina as projeções demográficas para o Brasil e as unidades da Federação com informações dos últimos censos e tendências observadas nos municípios. Mudanças territoriais ocorridas depois do Censo também podem ser incorporadas às estimativas.

Por isso, os números não devem ser confundidos com uma nova contagem presencial de todos os moradores. O último Censo foi realizado em 2022; entre um recenseamento e outro, as estimativas atualizam o tamanho provável das populações.

RN ainda cresce, mas tendência de longo prazo é de redução

O crescimento de 8,5 mil moradores observado entre as estimativas de 2025 e 2026 não muda uma transformação demográfica mais ampla prevista para as próximas décadas.

As projeções populacionais indicam que o número de habitantes do Rio Grande do Norte deve começar a diminuir de forma estrutural a partir de 2039. A principal razão é a redução do número médio de filhos por mulher e o envelhecimento da população.

Até lá, crescimento estadual e redução em determinados municípios podem ocorrer simultaneamente, exatamente como mostra a estimativa divulgada nesta sexta-feira.

O retrato de 2026 é claro: o Rio Grande do Norte ainda ganhou população no conjunto do estado, mas Natal e outras 56 cidades caminharam na direção oposta.

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