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Câmeras flagram PM ameaçando de morte jovem aprendiz em comércio

Câmeras de monitoramento flagraram o PM desferindo tapas, derrubando o jovem e apontando uma arma de fogo em sua direção.
PM é detido após agredir adolescente em Catalão
PM é detido após agredir adolescente em Catalão - Crédito: Reprodução

Resumo da Notícia

  • Um policial militar foi detido após agredir e ameaçar de morte um jovem aprendiz de 16 anos em Catalão (GO).
  • Câmeras de segurança registraram o momento em que o agente desfere tapas, derruba o adolescente e aponta uma arma contra ele.
  • A Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) informou que o agente foi conduzido ao batalhão para depoimento e apurações.
  • A Polícia Civil de Goiás investiga o caso como lesão corporal, ameaça e abuso de autoridade.
  • O caso gerou repercussão na segurança pública estadual e envolve o descumprimento de normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Um policial militar foi detido após ser flagrado por câmeras de segurança agredindo e ameaçando de morte um adolescente de 16 anos no município de Catalão, localizado na região sudeste de Goiás. O caso, que gerou forte repercussão na segurança pública estadual, ocorreu no início da manhã de quinta-feira, 16 de julho, no interior de um estabelecimento comercial onde a vítima trabalha.

O jovem, que exerce a função de jovem aprendiz em uma loja de autopeças, foi abordado de forma abrupta no momento em que abria o comércio, por volta das 7h30. Imagens do circuito interno de monitoramento registraram o instante em que a viatura da corporação estaciona repentinamente em frente ao local, dando início à conduta violenta do servidor.

Os registros audiovisuais revelam a gravidade da abordagem e expõem a vulnerabilidade do adolescente. O policial militar desferiu tapas no rosto do jovem sob a alegação de que teria sido encarado pela vítima. Mesmo diante dos apelos do menor de idade, que repetia que estava apenas iniciando seu turno de trabalho, o policial pressionou o rapaz contra a parede e o derrubou no chão.

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Durante a ação, o agente questionou aos gritos se o funcionário pertencia a alguma facção criminosa e desferiu ofensas de extrema violência verbal. “Vou te matar aqui agora. Vontade de dar um tiro agora, bem na sua cara. Você tem que morrer“, esbravejou o PM, que chegou a apontar a arma de fogo regulamentar diretamente contra a cabeça da vítima caída. O policial ordenou ainda que o adolescente deixasse a cidade, sob a promessa de cometer um homicídio caso o reencontrasse.

Ferido no rosto e em estado de choque, o rapaz permaneceu deitado no piso da loja por aproximadamente uma hora após a saída do agressor. O socorro inicial ocorreu por volta das 8h, quando outra funcionária da empresa chegou para iniciar o expediente e encontrou o colega lesionado.

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Investigação interna e providências institucionais

Após o ocorrido, a mãe do jovem aprendiz compareceu à delegacia para registrar o boletim de ocorrência e dar andamento aos procedimentos legais de responsabilização. Com a divulgação das imagens, a chefia imediata da corporação agiu para reter o servidor envolvido.

Em resposta formal sobre a conduta do agente, a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) comunicou que o PM foi conduzido diretamente ao batalhão da área para a prestação de depoimento e início das apurações formais. A instituição enfatizou, por meio de posicionamento público, que adota diretrizes rígidas de controle e não tolera desvios éticos ou operacionais cometidos por integrantes de suas fileiras.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura a proteção integral a menores de 18 anos contra qualquer forma de negligência, discriminação, exploração ou violência. Cidadãos que testemunharem ou forem vítimas de abusos de autoridade cometidos por agentes públicos podem formalizar denúncias por meio de canais oficiais e gratuitos:

  • Disque 100: Canal nacional de direitos humanos, que encaminha denúncias de violações contra crianças e adolescentes para os órgãos competentes de forma anônima.
  • Ouvidoria da Polícia Militar: Canal específico para corregedoria interna de condutas de policiais militares do estado.
  • Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO): Promotorias de Justiça com atuação no controle externo da atividade policial e na defesa dos direitos da infância e juventude.

Próximos passos do processo administrativo

O policial militar responderá a um procedimento administrativo disciplinar interno que pode culminar em penalidades que vão desde o afastamento temporário das funções de policiamento ostensivo até a exclusão definitiva dos quadros da corporação, a depender da gravidade apurada pela Corregedoria. Em paralelo, a Polícia Civil do Estado de Goiás conduz a investigação criminal para tipificar os delitos de lesão corporal, ameaça e abuso de autoridade.

Até o momento da publicação desta reportagem, os representantes legais e a defesa do policial envolvido não foram localizados para manifestação sobre os fatos narrados. O espaço segue aberto para o posicionamento da defesa técnica do investigado.

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