Resumo da Notícia
O Rio Grande do Norte recebeu 30.708 doses da vacina contra a covid-19 em nova remessa enviada pelo governo federal.
O lote faz parte de uma distribuição nacional de 2,2 milhões de doses para estados e Distrito Federal e reforça o abastecimento do SUS para atender a demanda regional. Com esse novo envio, o Ministério da Saúde informa que já distribuiu 6,3 milhões de doses nos primeiros meses de 2026.
A nova entrega se soma a uma remessa anterior recebida pelo estado entre janeiro e março deste ano. Naquele período, o RN foi contemplado com 40.708 doses. Segundo o ministério, o objetivo é manter os estoques garantidos em todo o país e sustentar a estratégia de ampliação da cobertura vacinal entre crianças, adultos e grupos mais vulneráveis.
Como funciona a distribuição das doses
O envio das vacinas é feito pelo Ministério da Saúde diretamente às secretarias estaduais de saúde, que depois ficam responsáveis pelo recebimento, pela logística de distribuição aos municípios e pelo controle local de estoque, validade e aplicação.
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O ministério afirma que trabalha com quantitativo suficiente em estoque para atender todo o país. A distribuição segue uma pauta automática, baseada em critérios como estimativa da população-alvo e quantidade de doses já aplicadas. Caso os estados identifiquem necessidade excepcional, podem formalizar pedido adicional.
A orientação federal é de continuidade no abastecimento. Além da remessa desta semana, o ministério já havia enviado 4,1 milhões de doses entre janeiro e março, com 2 milhões já aplicadas no período.
Quem deve se vacinar contra a covid-19
A vacinação segue diretrizes atualizadas, com foco nos públicos mais vulneráveis. Entre os grupos contemplados estão:
- idosos a partir de 60 anos, com duas doses e intervalo de seis meses entre elas;
- gestantes, com uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, desde que respeitado o intervalo mínimo de seis meses da última aplicação;
- crianças de 6 meses a menores de 5 anos, com esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;
- pessoas imunocomprometidas a partir de 6 meses, com esquema básico de três doses e recomendação de reforço periódico, incluindo uma dose semestral;
- população geral de 5 a 59 anos, com uma dose para quem ainda não foi vacinado anteriormente.
A estratégia também alcança outros grupos especiais, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.
Ministério reforça importância da vacinação
As vacinas oferecidas pelo SUS são descritas pelo Ministério da Saúde como as mais atualizadas contra as cepas em circulação e seguem recomendadas prioritariamente aos grupos mais vulneráveis.
“As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, afirmou o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti.
A recomendação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção em dia.
O reforço da vacinação ocorre em um contexto de circulação ainda ativa da doença. Até 11 de abril de 2026, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal por covid-19. Também houve 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave, dos quais 4,7% foram causados por covid-19, o equivalente a 1.456 casos. Nesse grupo, foram contabilizados 188 óbitos por SRAG associada à covid-19.
O Ministério da Saúde destaca que a covid-19 segue sendo uma infecção respiratória com potencial de agravamento, especialmente entre pessoas de maior risco. Por isso, a vacinação continua tratada como a principal barreira contra casos graves, internações e mortes.
