Uso do Pix cresce 121% no RN e supera média nacional, mostra Fecomércio

No acumulado de janeiro a agosto, o Pix já movimentou mais de R$ 78 bilhões no estado — 60% acima do mesmo período do ano passado.
Pix é o meio de pagamento mais usado, mas TED ainda movimenta volume maior de dinheiro
Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Resumo da Notícia

  • O levantamento da Fecomércio revelou que o Rio Grande do Norte movimentou R$ 14,6 bilhões em agosto com o Pix, o maior volume mensal desde o início da série histórica em 2020.
  • O salto de 121% em relação a agosto de 2024 colocou o RN no topo do crescimento nacional, superando a média do Brasil e destacando-se no cenário econômico nordestino.
  • Entre os fatores que explicam o desempenho estão a geração de empregos, a antecipação do 13º salário dos servidores estaduais e o programa de Refis do governo local.
  • O uso do Pix também impactou diretamente o comportamento financeiro das famílias em Natal, com redução do endividamento e da inadimplência, segundo pesquisa da CNC.
  • O Banco Central deve regulamentar o Pix Parcelado em breve, modalidade que permitirá compras divididas ao consumidor e recebimento integral imediato aos comerciantes, ampliando os benefícios da ferramenta.
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O Rio Grande do Norte registrou em agosto um marco histórico no uso do Pix. De acordo com levantamento feito pela Fecomércio RN em parceria com a Fecomércio SE, o estado movimentou R$ 14,6 bilhões por meio do sistema instantâneo de pagamentos do Banco Central.

Esse valor é o maior já registrado em um único mês desde que a série histórica começou, em novembro de 2020, confirmando o Pix como uma ferramenta indispensável tanto para consumidores quanto para o setor empresarial potiguar.

O crescimento impressiona quando colocado lado a lado com os números de agosto de 2024. Naquele mês, o volume de transações havia alcançado R$ 6,6 bilhões, o que significa que, em apenas um ano, houve um salto de 121%. Essa alta foi a maior do país, ficando três vezes acima da média nacional (39%) e superando com folga o resultado do Nordeste (40%).

Fatores que impulsionaram o resultado

A análise das Federações aponta que diferentes elementos contribuíram para esse avanço expressivo. Entre eles estão a retomada da atividade econômica no estado, a ampliação da geração de empregos, a antecipação do 13º salário para os servidores estaduais e ainda a abertura do Refis pelo governo potiguar, programa que permitiu negociações de dívidas e aumentou a circulação de recursos.

No acumulado de janeiro a agosto, o sistema de transferências instantâneas já havia movimentado mais de R$ 78 bilhões no estado. Esse desempenho ficou 60% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Nacionalmente, foi a 4ª maior taxa do Brasil, ficando atrás apenas de Piauí (100%), Distrito Federal (74%) e Rio de Janeiro (61%). O resultado potiguar também superou a média nacional (43%) e a média do Nordeste (35%).

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Além da movimentação bilionária, o estudo mostra que o Pix tem alterado o modo como a população organiza suas finanças. Reflexos positivos foram identificados na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em Natal, por exemplo, o número de pessoas endividadas recuou dois pontos percentuais, enquanto a inadimplência caiu dez pontos. Esses dados reforçam a ideia de que o acesso mais fácil e rápido aos pagamentos contribui para um maior controle do orçamento familiar.

Perspectivas para o futuro

A Fecomércio RN avalia que a tendência é de crescimento contínuo da utilização do Pix. Um dos pontos que deve acelerar ainda mais essa expansão é a regulamentação do Pix Parcelado pelo Banco Central. Essa modalidade permitirá que consumidores dividam compras em prestações, muitas vezes sem juros ou com taxas reduzidas. Já os comerciantes terão a vantagem de receber o valor integral à vista, eliminando custos adicionais com antecipação de recebíveis e fortalecendo o fluxo de caixa das empresas locais.

O avanço do Pix no Rio Grande do Norte, portanto, não se limita apenas aos números de transações. Ele demonstra uma mudança cultural na forma de consumir, pagar e gerir recursos. O sistema, que começou como alternativa aos meios tradicionais de pagamento, consolida-se como pilar fundamental da economia digital potiguar e tende a seguir em curva de crescimento nos próximos meses.

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